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Profissional de comunicação é responsável por disseminar cultura de paz ou de violência

Docente e pesquisadora, Cilene Victor falou na Semana de RP sobre Comunicação Não-Violenta

18/09/2018 19h20 - última modificação 18/09/2018 20h34

Cilene Victor falou na Semana de RP sobre Comunicação Não-Violenta (Fotos Malu Marcoccia)

Num mundo em rede, onde plataformas facilitam e amplificam mais e mais a comunicação entre pessoas e instituições, a cultura de paz deve ser um bem preservado com persistência. Profissionais de comunicação têm responsabilidade ainda maior nesse circuito, por serem operadores dos meios de divulgação, alerta a pesquisadora e docente Cilene Victor, citando como exemplo as emoções exacerbadas neste período de campanha eleitoral no Brasil.

“Acho abominável a expressão mimimi... quando o tema é sobre direitos humanos. O principal caminho para uma cultura de paz é o diálogo, é a convivência harmoniosa entre direita e esquerda, mas perdemos a capacidade de dialogar, de mediar”, afirmou a professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Metodista de São Paulo, que abriu na noite de 17 de setembro último a Semana de Relações Públicas 2018 falando sobre “Comunicação não-violenta: fortalecendo conexões para construção da cultura de paz”.

Segundo Cilene Victor, conflitos de opiniões devem existir desde que sejam construtivos, e não incentivando  mais violência. Ela afirma ver jornalistas com posturas agressivas em entrevistas ou sendo unilaterais nos comentários, em vez de valorizarem a pluralidade, além de pessoas incitando ódio nas redes sociais diante de opiniões divergentes.

“Vejam só o poder dos meios de comunicação em construir modelos e padrões. As pessoas deduzem que aquilo que não está na mídia não está na realidade”, citou, convidando a transformar a cultura de paz em comportamento cotidiano dentro de casa, nas empresas, nas redes sociais – e não resolver conflitos com mais conflito.

Intervir para mudar

A docente do PósCOM é doutora em saúde pública com tese na área de Comunicação de Riscos Ambientais e Tecnológicos, além de mestre em Comunicação Científica e Tecnológica. Disse que um conceito novo na área é o de “mídia intervention”, em que profissionais de comunicação são compelidos a intervir na realidade com material de mídia que leve a mudanças.

“Vejam os episódios dos migrantes venezuelanos no norte do Brasil e dos refugiados do leste europeu e da África: não vi uma empresa, um banco, uma instituição de ensino manifestar-se sobre esses dramas humanos. Nós nos posicionamos como pessoas, mas não como profissionais responsáveis pela comunicação de uma empresa, de uma entidade”, citou.

A Semana de Relações Públicas 2018 estende-se de 17 a 21 de setembro e debate temas como marketing político no centro dos processos de relacionamento, como usar a comunicação para causas transformadoras, branding sensorial e inteligência artificial, encerrando com RP com propósito. A coordenadora do curso, professora Arlete Prieto, destacou que o objetivo é alertar para o impacto social exercido pelos profissionais que lidam com comunicação.

Veja imagens da abertura: 

Abertura da Semana de Relações Públicas, que em 2018 adotou o tema RP na Sociedade em Transformação. Palestra da professora Cilene Victor

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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