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Alunos de RP farão trabalho para a Innocence Brasil, que reverte prisão de inocentes

Turmas do 6º semestre desenvolverão ação de RP Digital para o 3º setor

05/09/2019 18h25 - última modificação 13/09/2019 15h30

Advogada Ana Luiza Bandeira explicou a missão do Innocence

Alunos do 6º semestre de Relações Públicas vão unir uma boa causa à tarefa de desenvolver o PI (Projeto Integrado) deste ano: ajudar a divulgar o Innocence Project Brasil, associação que se dedica a reverter condenações de inocentes gratuitamente. Em apresentação na noite de 3 de setembro passado, a coordenadora da instituição no Brasil, Ana Luiza Bandeira, explicou a origem e a motivação do Innocence, que surgiu nos EUA em 1992 e conseguiu, até agora, libertar 531 pessoas presas injustamente ao redor do mundo.

“Lidamos com episódios tristes, mas esperançosos”, resumiu a advogada, ao discorrer sobre a necessidade de voluntários para atuar no projeto, que chegou ao Brasil em 2016.

Engano no reconhecimento pessoal, testemunho mentiroso, confissões falsas, perícia forense equivocada e má conduta dos agentes públicos (abuso de poder) são, pela ordem, as principais causas que levam a erros judiciários.

“A média de tempo de quem fica na prisão injustamente é de 14 anos e quando são inocentados estão com 42 anos de idade, aproximadamente”, citou Ana Luiza sobre números globais da Innocence Network, já que no Brasil não há estatísticas sobre inocentes nas prisões. Nos Estados Unidos, 70% dos acusados confessaram um crime que não cometeram temendo pena maior num julgamento.

Qualquer pessoa pode relatar um caso de alguém que seja inocente e tenha sido condenado por erro judiciário. No site https://www.innocencebrasil.org/ há mais explicações e um passo a passo para preenchimento de ficha.

Advocacy

Segundo a coordenadora do curso de RP da Universidade Metodista de São Paulo, professora Arlete Prieto, a Innocence vem ao encontro do tema do PI deste semestre, O papel das relações públicas na gestão estratégica da comunicação em instituição do terceiro setor. “Os alunos irão propor uma ação de RP Digital para dar visibilidade à causa, que é pouco explorada e discutida. A princípio, este é um trabalho de Advocacy, que significa lutar, mobilizar ou defender causas ou ideias por meio da conscientização da sociedade, visando influenciar a formatação e a execução de políticas públicas”, explicou.

Para atingir a ação final, os alunos terão que vencer duas etapas anteriores de um PI. A primeira, na parte teórica, utilizarão diferentes conceitos discutidos pelos professores em sala de aula. Depois, após a reunião de briefing com a coordenadora do Innocence Brasil, os alunos redigirão o segundo capítulo, descrevendo a organização cliente, sua relação com as demais organizações-irmãs, aspectos históricos, jurídicos, administrativos e de comunicação. Por fim, irão propor a ação de RP Digital para divulgar a causa.

 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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