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Palestrantes debatem o papel da psicologia organizacional em tempos de crise

Evento fez parte da 39ª Semana de Psicologia da Metodista

20/09/2016 20h55 - última modificação 20/09/2016 20h59

Palestrantes debatem o papel da psicologia organizacional em tempos de crise

Na manhã desta terça-feira (20) os alunos da graduação em Psicologia e da Pós-Graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Metodista de São Paulo se reuniram para assistir a uma mesa repleta de importantes reflexões. A temática do encontro foi a “Atuação da Psicologia Organizacional e do Trabalho em Tempos de Crise”. O evento integrou tanto a 39ª Semana de Psicologia da Universidade, quanto a IX Mostra de Psicologia da Saúde.

A coordenadora da Pós-Graduação, Maria do Carmo Fernandes Martins, apresentou a mesa e deu início à discussão com uma reflexão a respeito da Psicologia Organizacional: “temos muito a contribuir com a saúde do trabalhador, mas ainda somos vistos, injustamente, como o patinho feio da psicologia. A fala de todos nessa mesa mostrará que devemos ampliar a visão que temos da análise individual. Precisamos nos lembrar que o indivíduo está sempre inserido em grupos e numa sociedade. Não podemos olhar o indivíduo como um ser isolado”.

Engajamento

Essa análise se tornou importantíssima no momento de crise econômica e política vivida no Brasil. Para Daren Tashima Cid, doutoranda da Metodista, as empresas precisam investir em maneiras de aumentar o engajamento no trabalho, o que se torna um verdadeiro desafio diante das demissões e congelamento de salários que acontecem por conta da crise.

De acordo com a pesquisadora, o engajamento de um trabalhador depende de suas características pessoais e do ambiente de trabalho. “Atualmente o engajamento se tornou um dos temas mais populares, tanto nas organizações, quanto no meio acadêmico, pois existe um aumento no interesse por esse assunto”, diz.

Apesar disso, numa revisão da literatura sobre engajamento, Daren notou que existem poucos estudos dedicados ao tema no Brasil e que a maioria das pesquisas no País se concentra apenas nas características individuais, como resiliência e auto eficácia. Mas o papel da empresa com liderança, bom ambiente de trabalho e feedback também são fundamentais para que exista o engajamento do funcionário.

“Os esforços para engajar o trabalhador se tornaram essenciais e existem muitos estudos sobre o impacto disso na sustentabilidade a curto prazo. O engajamento se torna uma vantagem competitiva, é um indicador de crescimento econômico e causa menos acidentes e afastamentos no trabalho”, explica.

Liderança autêntica

Como uma liderança efetiva é um dos fatores mais importantes para uma empresa bem-sucedida e para que cresçam os níveis de engajamento de cada colaborador, é preciso que o líder esteja preparado para atuar nesse contexto fortalecendo a autoestima do grupo.

Elton Ramos Moraes, mestre em psicologia e consultor organizacional falou a respeito desse papel do líder dentro de uma organização. Ele considera que um líder autêntico é uma pessoa que exerce um trabalho genuíno, direto, que fale diretamente com as pessoas. Moraes também elenca as características que o líder deve desenvolver: autoconsciência, perspectiva moral internalizada, processamento balanceado e transparência relacional.

“Em um cenário de crise, em que existe essa falta de dinheiro, muitas empresas fazem a diminuição de pessoas, pois o foco da organização é o resultado. Mas nós, como psicólogos, temos que pensar em qual resultado é esse”, declara. Para ele, é preciso que os psicólogos atuem dentro das empresas focando na promoção de saúde e não apenas na prevenção de doenças.

Desemprego

“O psicólogo precisa olhar para o desemprego porque causa depressão, ansiedade, estresse, impacto na identidade e baixa autoestima. Além disso, existe uma responsabilização do desempregado, um sofrimento físico e psicossocial”, diz Erica Hokama, doutoranda da Metodista.

Ela também destaca que por conta da crise, existe uma precarização do trabalho. As pessoas passam a aceitar situações ruins no emprego e salários baixos porque precisam de dinheiro e oportunidades. Erica chama a atenção ao trabalho mecânico realizado por alguns dos psicólogos dentro das organizações.

“Os psicólogos estão atuando nas práticas de Recursos Humanos, mas nós precisamos conhecer o nosso papel. A partir do momento em que se pensa na psicologia como uma profissão que cuida das pessoas o tempo todo, nós mudamos o nosso trabalho”, completa.

Confira quais são as próximas mesas da 39ª Semana de Psicologia da Metodista, clicando aqui.

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