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Ética e compromisso social são as principais estacas da profissão de psicólogo

Abertura da 38ª Semana de Psicologia aborda a “Formação do Psicólogo para um Brasil Melhor”

22/09/2015 20h40 - última modificação 22/09/2015 20h42

Prof. Mariantonia abre evento (ao microfone)

O mundo da psicologia pode não ser o mesmo para os mais de 290 mil profissionais ativos no Brasil, dada a onda de diversificação que a carreira viu emergir. Mas qualquer que seja a especialidade – da tradicional psicologia clínica às mais contemporâneas psicologias ambiental e do trânsito – é necessário um pacto para não ceder às facilidades e ao comodismo: alicerçar-se na ética e no compromisso social.

Estas são as duas estacas com as quais a professora Alacir Valle Cruces demarcou a profissão de psicólogo, ao falar na abertura da Semana da Psicologia da Universidade Metodista de São Paulo, que chega à 38ª edição em 2015. Ter visão da humanidade e saber quais motivações movem o mundo são os passos que levam o profissional a comprometer-se com ética e comunidade, segundo a psicopedagoga Alacir Cruces, que provocou: “As pesquisas nazistas durante a 2ª Guerra Mundial eram sérias e bem fundamentadas. Mas que tipo de ética e princípios obedeciam?”.

A XXXVIII Semana de Psicologia tem como tema central “Formação Hoje, Práticas do Amanhã” e a abertura na noite de 21 de setembro debateu a “Formação do Psicólogo para um Brasil Melhor”. Também participou Camila Teodoro, ex-aluna da Metodista, especializada em psicologia clínica, comportamental e do esporte e hoje coordenadora do Conselho Regional de Psicologia (CRP) no Grande ABC. Para uma boa formação profissional, Camila entende que é preciso dar ênfase à participação em fóruns, encontros, palestras, congressos e outros espaços de diálogo corporativo, já a partir da vida estudantil.

“Frequentar essas instâncias é importante para dar sugestões, discutir e melhorarmos a profissão”, sintetizou ela, que apresentou os Conselhos Regionais de São Paulo e explicou suas funções. São 9 CRPs no Estado representando 86 mil psicólogos, a maior base do Brasil. O Grande ABC, com sete cidades, reúne 5,6 mil psicólogos ativos. É a 3ª subsede do Estado, atrás apenas de Campinas e Ribeirão Preto. Criados em 1971, os Conselhos de Psicologia arbitram em favor do exercício profissional, fiscalizando as resoluções e a prática.

Desafios e compromissos     

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Prof. Alacir Cruces

Psicóloga da Secretaria Estadual da Administração Penitenciária e especialista em psicologia escolar e educacional, professora Alacir Cruces acredita que é fundamental assumir alguns compromissos básicos para construir pessoas e um Brasil melhor. O primeiro acordo deve ser com um Brasil mais justo. “Devemos estar a serviço de todos, e não de uma parte”, justificou.
Seguem-se os compromissos com garantia dos direitos de todos (o que se obteria com muito estudo e pesquisa) e com educação pública gratuita, laica e de qualidade. A seu ver, pela educação se garantem todos os demais direitos. Por fim, ela apregoa que o psicólogo assuma a obrigação de garantir qualidade de vida e saúde integral de todos. “Devemos entender a saúde como bem-estar geral e não só cuidar de uma doença”, definiu.

Professora Alacir entende que a psicologia – profissão regulamentada pela lei 4119/62 – é ciência diferente das demais. Fica sem sentido se não auxiliar pessoas, se não possibilitar melhor qualidade de vida. Daí a diversificação para nichos diversos, como psicologia escolar, ambiental, de emergências e desastres, do esporte, clínica etc. “Existem muitas psicologias, não apenas uma. O importante com as novas propostas de formação profissional é eliminar o tecnicismo, o repetir respostas padronizadas. Precisamos entender melhor os fenômenos para transformá-los”, sublinhou.

Competição     

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Camila Teodoro, do CRP

Já a conselheira do CRP Camila Teodoro alertou para a competitividade no setor e um enredo de remuneração nem sempre adequada. Pesquisa de 2013 do IBGE indica que a diária média era de R$ 69,90. Há hoje 7 faculdades só no Grande ABC e já há notícias de cursos online com apenas 220 horas no Centro-Oeste do País. “A profissão não é fácil no início, mas com crença e persistência, dá certo”, incentivou a plateia do auditório Planalto, majoritariamente de alunos.

Formada pela Metodista em 2004, Camila orientou que para não perder espaço na carreira é importante observar as resoluções que pautam as tarefas dos psicólogos. Entre as principais estão a produção de documentos escritos adequadamente, ter título de especialista, respeitar quesitos básicos no preenchimento de prontuários e usar o computador apenas para orientar o paciente, jamais para atendê-lo em consulta. Também esclareceu que o psicólogo pode usar acupuntura, hipnose e psicoterapia.

Também a coordenadora do curso na Metodista, Mariantonia Chippari, enfatizou na abertura da Semana de Psicologia o dever das escolas com a boa formação e do profissional com ética e compromisso social. A Semana se estende de 21 e 25 de setembro com palestras que enfocam o ciclo vital do ser humano, da vida gestacional à terceira idade. Veja a programação completa em http://portal.metodista.br/psicologia/noticias/semana-de-psicologia-2015 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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