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Mestranda de Ciências da Religião vivencia fé e hábitos na Índia

Angélica Tostes estudou Pluralismo Religioso para seu tema de dissertação

10/04/2018 18h45 - última modificação 10/04/2018 18h51

Grupo de estudantes com a mestranda da Metodista, de lenço amarelo (Foto Arquivo Pessoal)

Ler ou estudar em teoria sobre um país místico e ambíguo como a Índia já é experiência de muita satisfação, pelo conhecimento que proporciona sobre multiculturas, religiões e hábitos bastante diversos dos ocidentais. Provar esses cenários in loco é aprendizado que não se esgota na palavra inacreditável.

“Foram marcantes as vivências inter-religiosas que tivemos ao visitar templos de diversas tradições, como Ramakrishna Math Hyderabad (tradição hindu), Buddha Vihar (tradição budista), Gurudwara (sikhismo), Brahma Kumaris Center (tradição hindu) e mesquitas. Pude conversar com fiéis e líderes religiosos, aprender a sabedoria das diversas tradições religiosas, exercitar a escuta e o respeito”, tenta definir a mestranda de Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo, Angélica Tostes, que retornou no mês passado de intercâmbio acadêmico de seis semanas no Henry Martyn Institute.

Entusiasmada com a experiência, Angélica afirma que nenhum livro, estudo ou relato consegue exprimir o que é pisar de corpo e alma em um país como a Índia. “Uma certeza tenho: meu amor por esse país, cultura e religião apenas cresceu”, reforça.

O curso no HMI sobre Pluralismo Religioso e Pobreza no contexto da Índia apoiou seu tema de mestrado na Metodista sobre diálogo inter-religioso entre hinduísmo e cristianismo, que toma como base a experiência de vida e as obras do padre católico Bede Griffiths. Ele viveu uma experiência mística com as duas tradições e morou por anos, até seu falecimento em 1993, na Índia, em Tamil Nadu.

“Padre Bede Griffiths era engajado no combate à pobreza e seu ashram (mosteiro) auxiliou e ainda auxilia muitas comunidades carentes em Tamil Nadu. O intercâmbio contribui muito para minha dissertação de mestrado, pois pude vivenciar a Índia: seus cheiros, toques, sabores e saberes. Os aprendizados dos professores e professoras deram novos caminhos para meu projeto, novas inspirações”, relata Angélica, que produziu inclusive um ensaio como resultado do curso, que se estendeu de 12 de fevereiro a 24 de março.

Bolsista CNPq e com 24 anos de idade, a mestranda da Metodista atua em movimentos ecumênicos como a Rede Ecumênica da Juventude, Espiritualidade Libertária, além de realizar assessorias em temáticas como pluralismo religioso, diálogo interfé e teologia feminista. Chegou até o Henry Martyn Institute por meio da organização Council for World Mission, que promove o programa Building Life Affirming Communities: Face to Face With Many Poor and Many Faiths in Asia.

Dinâmica na prática

Neste ano o programa foi realizado na Índia, em Hyderabad, tendo como centro de formação o Henry Martyn Institute – International Center for Researcher, Interfaith Relations and Reconciliation. “O HMI é um centro de estudo de excelência nas temáticas de diálogo inter-religioso e estudos da religião. Não é apenas um discurso sobre diálogo inter-religioso, lá vemos a dinâmica do tema acontecendo entre os próprios funcionários do instituto. A pluralidade e aharmonia de diferentes religiões trabalhando juntas para uma educação teológica que promova a paz”, descreve Angélica Tostes.

Ela acrescenta que as seis semanas intensivas de estudo foram arrematadas com excelentes acadêmicos de Teologia e Ciências da Religião de diversas universidades da Índia. As aulas enfeixaram temáticas de diálogo interfé e bíblia, de múltipla pertença religiosa, entendendo conflitos, contexto e constituição da Índia, repensando a teologia das religiões a partir das margens, gênero e religião naquele país, além de justiça ecológica. “São assuntos de extrema importância para a contemporaneidade”, define a aluna.

Para chegar ao Henry Martyn Institute há um processo seletivo: um ensaio sobre a temática do curso. Aos selecionados são oferecidas bolsas de estudo, passagem, hospedagem e alimentação. Para completar os estudos acadêmicos, o grupo de Angélica visitou comunidades locais em Chennai e Hyderabad, centros sociais como o Aman Shanti Community Center e Bharosa - Support Centre For Women & Children.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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