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Psicólogo de carreiras deve considerar sociedade plural, não perfil único, alerta docente da Metodista

12ª edição do Simpósio Nacional de Psicologia debateu diversidade em diversos contextos

11/09/2019 20h11

As exigências das vagas de emprego e a explosão de coachs e mentores oferecendo “fórmulas mágicas” de colocação criaram um quadro perigoso no mercado de trabalho: a culpa pelo desemprego ou por eventual insucesso na carreira é atribuída exclusivamente ao profissional. Empresas são isentas de responsabilidade ao não promoverem ambiente favorável ao crescimento dos colaboradores ou sequer terem uma política de diversidade e inclusão.

“É desumana essa vida vendida em redes sociais ditando obrigações como estude, lute, só depende você... Culpa a pessoa o tempo todo por não conseguir um emprego ou posição melhor, quando sabemos que vivemos no contexto social e o empregador tem obrigação de impulsionar profissionais”, aponta professora Pricila Zarife (foto 2), do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Metodista de São Paulo, que inclui nessa responsabilidade os psicólogos que atuam como planejadores de carreiras:

“Quantos desses psicólogos se pautam em evidências científicas e não como meros aplicadores de técnicas?”, perguntou, lançando outro questionamento: psicólogos de planejamento profissional acompanharam a pluralidade da sociedade nos últimos 20 anos e levam em conta as diferenças profissionais, ou continuam adotando a mesma teoria baseada em um único perfil: homem branco, americano, de classe média e instruído?

Professora Pricila Zarife encerrou o primeiro dia de debates do XII Simpósio Nacional de Psicologia da Saúde, evento promovido pelo Mestrado e Doutorado da Umesp e que trouxe como tema desta edição "Um olhar psicológico para a diversidade na saúde em diversos contextos".

Segundo expôs em seu painel Atuação psicológica junto às minorias no mercado de trabalho: planejamento de carreira e barreiras organizacionais, ainda há nos departamentos de gestão de pessoas das organizações tratamento injusto em relação a grupos minoritários, seja no que se refere à diversidade (pessoas diferentes em cargos diferentes) seja na inclusão (abordagem e oportunidades iguais para todos). Entre as minorias ela inclui as mulheres, que ainda ganham 70% do salário dos homens em igual posição e função.

Professor relutante

Na palestra anterior, Inclusão nos discursos da educação e da psicanálise, professora Patrícia Coelho (foto 1) lamentou que boa parte dos docentes esteja despreparada para atuar com educação inclusiva, seja por medo, pela classe numerosa, formação insatisfatória ou mesmo relutância em capacitar-se. Além de não acolher bem alunos com deficiência, um professor não capacitado por excluir ainda mais com uma mera palavra ou gesto.

“A escola é um dos locais mais propícios à inclusão, pois dá a oportunidade de o deficiente ter oportunidade de transformar a si próprio e aos próximos. Mas falta promoção de culturas inclusivas”, disse a docente também da Umesp, que defendeu entre as dimensões da educação inclusiva a compreensão da diversidade entre os alunos (culturais, físicos, religiosos), políticas públicas que repensem novas formas de atuação e práticas de envolvimento-motivação para fazer com que alunos deficientes se sintam parte do grupo.

Após as palestras do dia 10, no dia 11 foi a vez das “Conversas Transformadoras”, com apresentação de projetos dos mestrandos e doutorandos do PPG em Psicologia da Saúde da Metodista.

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Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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