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Simpósio Nacional de Psicologia aborda influências da religião sobre saúde mental

Palestra abriu programação do evento

10/09/2019 15h20 - última modificação 13/09/2019 19h41

Palestra foi realizada no Auditório Sigma

O XII Simpósio Nacional de Psicologia da Saúde, promovido pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde da Metodista, recebeu para abrir a rodada de palestras o professor Francisco Lotufo Neto, da Pós-Graduação em Psicologia Clínica da Universidade de São Paulo (USP), que tratou na manhã de 10 de setembro sobre as influências da religião na saúde mental, tema de parte de suas pesquisas.

Aspecto importante na maneira como as pessoas lidam com política, educação, gênero e violência, tópicos abordados no Simpósio, a relação entre religião e saúde é bastante estudada no meio acadêmico, embora em muitos casos gere conclusões contraditórias.

Para desenvolver um entendimento inicial, o palestrante explicou a diferença entre religião e espiritualidade, sendo o segundo um termo mais abrangente e normalmente associado a práticas como meditação, contemplação, intelectualidade, experiências pessoais e coletivas, além de se distanciar de questões doutrinárias.

A grande indagação do tema é compreender quando a religião é prejudicial ou benéfica à saúde, especialmente a mental. Apesar da dificuldade encontrada em gerar conclusões a partir de resultados coletados, diferenciar sistemas religiosos saudáveis dos totalitários, por exemplo, pode apontar indícios para respostas.

Cultos totalitários costumam ser importados de outras culturas, são marcados por líderes carismáticos, livre interpretação de textos sagrados, definem regras claras para seus participantes e a maneira como devem conviver com quem não faz parte do grupo, além do aspecto considerado definitivo para problemas de saúde gerados pela religião: a exploração, seja psicológica, física, espiritual ou financeira.

Já uma vivência religiosa saudável contempla valores universais, diálogo com o mundo exterior, aceitação, formação de identidade, descanso, empatia e senso de humor.

“Os resultados de pesquisas são mistos e contraditórios. Se você usar em sua pesquisa a medida compromisso religioso, vai encontrar sistematicamente melhor saúde física, bem-estar, melhor prognóstico de doenças, mais satisfação conjugal, menor índice de suicídio e não utilização de álcool e drogas. Agora, se você usa uma medida de religiosidade, encontra uma associação ambígua com ansiedade, psicoses, baixa autoestima, transtornos sociais, preconceito racial e intransigência", destaca o professor.

A programação do XII Simpósio Nacional de Psicologia da Saúde seguiu até a tarde de 11 de setembro.

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