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Para pesquisadoras, trabalhadores passam por processo de luto ao perder o emprego

Mesa “Psicologia e Desemprego: Entre perdas e ganhos” foi realizada no IX Simpósio Nacional de Psicologia da Saúde

06/09/2018 21h05 - última modificação 10/09/2018 22h27

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 12,9 milhões de pessoas estão desempregadas no Brasil e os malefícios disso vão além do prejuízo financeiro, como alerta Érica Hokama, doutoranda do programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Metodista de São Paulo. “O desemprego causa a perda do poder aquisitivo, mas também impacta nossos relacionamentos, nosso papel social e nossa identidade profissional”, disse.

Durante o IX Simpósio Nacional de Psicologia da Saúde, Érica organizou a mesa “Psicologia e Desemprego: Entre perdas e ganhos”, que discutiu o papel do psicólogo diante do momento econômico em que o País se encontra.

Formandas de Psicologia da Universidade São Judas Tadeu, que foram orientadas pela docente, discutiram os resultados de seus trabalhos de conclusão de curso sobre “Desemprego e Luto”, “Processo seletivo em tempos de desemprego” e “As vivências acadêmicas como facilitadoras para a empregabilidade”.

O papel do psicólogo perante a crise

De acordo com a pesquisa de Amanda Nascimento da Silva, profissionais que perdem o emprego passam por todas as etapas do processo de luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. “Trata-se de um processo de luto, pois o trabalhador perde algo que é importante para ele, que promove sua inclusão social e construção de sua identidade”, ressaltou.

“Precisamos lembrar que cada pessoa encara o luto de uma forma e que é importante a elaboração do luto para minimizar o risco de adoecimento mental. Os psicólogos são importantes para isso, precisamos de políticas públicas para dar conta desse adoecimento que surge perante o desemprego”, complementou Érica.

Com o aumento de candidatos por vaga, os processos seletivos das empresas ficam cada vez mais competitivos e profissionais de recursos humanos precisam ser mais assertivos. “O RH precisa ser muito estratégico, pois tem que encontrar candidatos de acordo com as competências exigidas para aquele cargo e aquela empresa”, explica Carla Rodrigues que, com Patrícia Lucateli, pesquisou os recrutamentos neste momento de crise.

As pesquisadoras entrevistaram trabalhadores de uma empresa em São Paulo utilizando os testes realizados com eles no momento da contratação. Foi possível constatar que o processo seletivo foi assertivo, pois os contratados foram promovidos dentro do período de 11 meses.

“Todos os testes aplicados devem ser acompanhados de entrevista com o RH, pois quando há um bom recrutamento, há engajamento do colaborador e uma promoção de saúde”, disse Patrícia.

O espaço universitário é considerado fundamental no processo de empregabilidade, não apenas por conta da educação superior, mas também por causa dos espaços de atividades práticas, como clínicas de atendimento, empresas júnior, redações etc.

Em sua pesquisa, Ellen Freires considera como atividades dentro da universidade podem auxiliar no processo de entrada no mercado de trabalho. “A universidade oferece vivências práticas e quando o aluno se integra nessas ações, torna-se protagonista de sua carreira e há mais chances de empregabilidade”, expôs.

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