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Mestrado em Psicologia da Saúde renova nota máxima 4 da CAPES

Implantado em 2014, Doutorado terá sua 1ª defesa no próximo ano e pode aumentar pontuação da Metodista

21/09/2017 19h10 - última modificação 27/09/2017 19h46

Próximo de completar 40 anos em 2018, o Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde acaba de renovar a nota 4 da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), pontuação máxima atingida no Brasil por uma instituição com programa de Mestrado. O importante dessa conquista é que a próxima avaliação quadrienal do Ministério da Educação incluirá o Doutorado da Metodista na área, que teve início em agosto de 2014 e cuja primeira defesa está prevista para agosto de 2018.

Isso significa que as primeiras produções do Doutorado impactarão na avaliação de 2020 e possibilitarão que a Universidade Metodista de São Paulo suba para nota 5, outro ponto de excelência na escala avaliativa da CAPES para stricto sensu em Psicologia. A coordenadora do programa, professora Maria do Carmo Fernandes Martins, entende que uma ponte para essa travessia é vencer o desafio das publicações.

“O PPGPS é nota máxima há muitos anos. O 4 é muito bom, já que ainda não formamos doutores, mas entendo os desafios que temos rumo ao 5. Precisamos incutir nos alunos a cultura da publicação como algo rotineiro na vida dos doutorandos e doutores. Vimos fazendo isso com os doutorandos e mestrandos. Entretanto, somos um curso no qual os alunos trabalham; eles acreditam que conseguem conciliar stricto sensu com vida profissional, o que não é tarefa fácil, mas não é impossível. Exige sacrifícios pessoais pelo tempo de permanência no curso. A cultura da publicação também está sendo criada, ou seja, um curso novo demanda implantação de cultura e isto é um desafio que estamos vencendo. Então, vamos rumo ao 5, nosso objetivo imediato. A nota 5 e a permanência nela é uma aspiração real e realizável; 6 e 7 são sonhos um pouco mais distantes”, avalia professora Maria do Carmo.

A escala avaliativa da CAPES para os PPGs brasileiros vai de 1 a 5. Os programas são avaliados em cinco quesitos: I - Proposta (avaliação qualitativa), II - Corpo docente (15%), III - Corpo discente, teses e dissertações (35%), IV - Produção intelectual (35%) e V - Inserção social (15%). A coordenadora do stricto sensu em Psicologia da Saúde da Metodista explica que notas 6 e 7 para Programas de Doutorado, são atribuídas em condições especialíssimas de desempenho: “São notas fora da escala, dedicadas a programas que iniciam inserção internacional ou que têm essa inserção consolidada e que exercem influência acadêmica e de formação sobre outros PGs”, acrescenta, para justificar o foco agora do PPGPS na conquista da nota 5.

Professor, o melhor capital

Pela avaliação da CAPES, a nota 4 traduz um programa consolidado ou em processo de consolidação, com corpo docente bem qualificado, área de concentração bem definida e estruturada, boa produção docente e discente, assim como bons indicadores de fluxo discente, dissertações e/ou teses. Pode ser apenas um curso de Mestrado ou um Programa com Mestrado e Doutorado. Recebem pontuação 4 apenas strictos que tenham alcançado no mínimo conceito “Bom” em pelo menos três quesitos, incluindo, necessariamente, os quesitos 3 e 4.

Professora Maria do Carmo atribui o desempenho do stricto sensu de Psicologia da Saúde aos docentes, “nosso melhor capital, que continuam se empenhando, adaptando-se, sobrecarregando-se e produzindo”. A avaliação pela CAPES em cinco quesitos demanda constante adaptação na proposta do programa para fazer frente à evolução da ciência psicológica, à área de concentração do programa e à representação das atividades de pesquisa dos professores. “Isso foi bem visto na avaliação”, sublinha. Cerca de 80 instituições de ensino integraram a Avaliação Quadrienal de 2017.

Desde o primeiro semestre de 2017, o programa funciona em três linhas de pesquisa que aglutinam mais adequadamente a proposta da Metodista: 1) Saúde, Violência e Adaptação Humana, (2) Processos Saúde-Doença e Psicofisiologia e (3) Trabalho, Organizações e Saúde.

A primeira dedica-se ao estudo de fatores de risco e de proteção envolvidos nas situações de violência, de conflitos e de crise e adaptação humanas. Examina gênero, relações materno-paterno- infantil, familiares e institucionais relacionadas à crise e à violência, bem como fatores que envolvem a proteção e restauração dos processos salutares. A segunda linha desenvolve estudos no âmbito da consciência, dos afetos, da cognição, dos mecanismos neurofisiológicos e do comportamento. Neste contexto, são estimuladas pesquisas com ênfase na promoção, proteção, prevenção de riscos e de agravos à saúde de acordo com os eixos temáticos: processos psicossociais e saúde; psicopatologia, grupalidade e saúde; avaliação da personalidade; neuropsicologia, saúde mental e violência; consciência, atenção e neuroeletrofisiologia.

Já a terceira linha de pesquisa estuda características dos indivíduos, do trabalho e das organizações, visando ao bem-estar do ser humano, de grupos e da organização. Examina processos de saúde e adoecimento psíquicos, vínculos que articulam pessoas e bem-estar, comportamentos individual, social e organizacional, poder e justiça organizacionais, conflitos grupais, violência, exclusão e movimentos sociais nos níveis individual, grupal, organizacional e societal.

“Nosso programa foca a saúde em aspectos muito amplos e em variados contextos. Por isso, nossos produtos em termos de artigos, livros, capítulos de livros, dissertações e, em breve, teses, abrangem e abrangerão conteúdos muito variados que interessam a acadêmicos e profissionais. Sim, temos uma característica muito próxima de Mestrado profissional, com a linha de Saúde, Violência e Adaptação Humana. Outros conteúdos de interesse são os de áreas aplicadas básicas (por exemplo, profissionais que trabalham ou pesquisam com fisiologia, memória) e clínicos (profissionais que trabalham ou pesquisam depressão, ansiedade, drogadição, personalidade). Temos ainda pesquisas que interessam a profissionais que atuam em Psicologia Organizacional e do Trabalho e áreas afins como Administração, que trabalham com poder, saúde mental no trabalho, comprometimento com a organização, engajamento, conflitos, autoeficácia e resiliência no trabalho”, cita professora Maria do Carmo.

500 mestres

O Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde da Metodista tem hoje 49 alunos. Nove defenderam dissertações durante o primeiro semestre de 2017. Serão abertas 26 vagas para o 1º semestre de 2018, das quais 13 para Mestrado e 13 para Doutorado.

Devido à longevidade do programa, muitos registros perderam-se no tempo e na própria falta de estrutura no início da CAPES. Nos últimos 20 anos, segundo a coordenadora, a média tem sido de nove defesas de alunos por semestre. “Se tomarmos esta média para todo o período, considerando que as bolsas eram generosas e que não havia tanta dificuldade financeira para alunos estudarem como há hoje, pode-se estimar cerca de 500 mestres formados pela Metodista”, aponta professora Maria do Carmo.

O stricto sensu em Psicologia da Saúde conta com pesquisas financiadas pela FAPESP, significando que foram reconhecidas como importantes por um órgão externo considerado rigoroso. Pelo menos cinco projetos terminarão entre setembro deste 2017 e fevereiro de 2018. Já têm produzido trabalhos em Congressos e deverão brevemente produzir artigos:

• Recursos, demandas pessoais e ocupacionais e engajamento: impactos nos resultados para trabalhador e trabalho.
• Cesária eletiva, violência obstétrica e parto humanizado: o legado destas intervenções para a mulher.
• Desenvolvimento psicológico de bebês: uma comparação entre parto normal e cesárea eletiva.
• Fatores de neuroticismo e função executiva em mulheres vítimas de violência doméstica.
• Idiossincrasia individual na distribuição das oscilações elétricas corticais.

Outros projetos sem financiamento estão em desenvolvimento no PPGPS da Metodista, todos com importância científica e social. “Sua avaliação científica final será atestada pelos artigos que produzirão”, aguarda professora Maria do Carmo. Os estudos abrangem:

• Além do sofrimento do intoxicado na clínica da toxicomania;
• Autoeficácia e resiliência em diversos contextos: o papel do poder, dos afetos e dos conflitos;
• Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD): a experiência dos profissionais de saúde;
• Cesárea eletiva, violência obstétrica e parto humanizado: o legado dessas intervenções para a vida emocional da mulher; Implantação e avaliação de um programa de promoção de saúde com adolescentes em Santo André (SP);
• Programa de promoção de saúde e prevenção de agravos com gestantes;
• Programa de promoção de saúde em escola pública de ensino básico;
• Resiliência e estratégias de enfrentamento para a síndrome da tensão pré-menstrual;
• Desenvolvimento de bebês e vias de parto;
• Trabalho e saúde do trabalhador: doenças e agravos em São Bernardo do Campo (SP) e sua repercussão na categoria dos professores da rede estadual de ensino no município.
• A eficácia do treinamento de memória associada ao neurotracker para idosos saudáveis;
• Correlatos eletrofisiológicos de modificações da atenção em longo prazo;
• Desempenho cognitivo, qualidade de vida e capacidade laboral em pacientes com doença de Parkinson submetidos à estimulação cerebral profunda;
• Desempenho neuropsicológico de crianças vítimas de violência sexual;
• Eficácia adaptativa, qualidade de vida e prevenção em doenças crônicas e agudas;
• Estudo de homens e mulheres em situação de violência doméstica;
• Levantamento da prevalência de abuso sexual na população brasileira;
• Práticas restaurativas e violência doméstica;
• Qualidade de vida e qualidade da adaptação dos colaboradores do Hospital Santa Helena de Santo André (SP);
• Saúde mental, estilos acadêmicos, qualidade de vida e adaptação de jovens universitários.

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