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Fapesp aprova projetos da Pós em Psicologia sobre proatividade na carreira e TPM em trabalhadoras

Professores Maria do Carmo e Magno Macambira estão à frente das pesquisas

27/03/2018 21h21

Pesquisas do PPGPS vinculam-se a temas sobre trabalho, saúde e doenças (Foto pixabay.com)

Pessoas proativas não se contentam com ambientes e situações que lhes coloquem limitações, pois são movidas a mudanças de contextos e solução de problemas. Já, especificamente entre mulheres, a indesejável TPM (tensão pré-menstrual) frequentemente vem acompanhada de mal humor e vontade de fechar temporariamente a porta para o mundo.

Essas duas temáticas do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Metodista de São Paulo – e como interagem no ambiente de trabalho -- vão receber forte impulso para aprofundamento de investigações, já que acabam de ser avalizadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), ligada ao governo paulista.

A instituição pública que fomenta pesquisa acadêmica aprovou os dois projetos dia 23 de março passado, o primeiro intitulado “Resiliência e Estratégia de Enfrentamento para a Síndrome da TPM em Trabalhadoras”, tendo à frente professor Magno Macambira, e o segundo denominado “Proatividade, Autoeficácia, Desenho do Trabalho e Bem-Estar dos Trabalhadores”, sob responsabilidade da coordenadora do PPGPS, professora Maria do Carmo Fernandes Martins, com vigência até 2020.

“Estamos bastante felizes com este resultado. O Programa de Pós em Psicologia da Saúde tem agora três projetos financiados, mais dois submetidos e três em processo de submissão. Um de nossos docentes, Antonio Serafim, recebeu inclusive bolsa de pesquisador CNPq-PQ1, de nível de excelência”, saúda a coordenadora Maria do Carmo, ao citar professor Antonio de Pádua Serafim, contemplado com Bolsa Pesquisador 1 do CNPq, o maior nível concedido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), órgão federal que incentiva a pesquisa no Brasil. Ele vai estudar o impacto dos transtornos mentais sobre a cognição (aquisição de conhecimento), a escolaridade e a capacidade laboral em adultos.

Enfrentamento da TPM

Conforme professor Magno Oliveira Macambira, sua pesquisa pretende compreender quais estratégias de enfrentamento são utilizadas por trabalhadoras para lidar com sintomas da síndrome pré-menstrual no exercício da profissão.

A literatura médica indica que sete em cada 10 mulheres brasileiras sofrem com sintomas da TPM, cujo pico de incidência é entre 25 e 35 anos de idade. Os fatores que influenciam o grau da TPM variam de mulher para mulher. Entre o conjunto de sintomas, que duram até 10 dias antes da menstruação, estão insônia, irritabilidade com outras pessoas, fadiga, nervos à flor da pele, dificuldade em se concentrar e excessos alimentares.

“Não temos na literatura nacional estudos que tenham a temática como alvo, apesar da significativa inserção da mulher no mercado de trabalho. Vamos coletar dados de mulheres que estejam trabalhando e se encontrem no período de vida fértil. Esperamos que a pesquisa lance luz sobre os impactos da síndrome pré-menstrual nas trabalhadoras, viabilizando estratégias de gestão que levem em conta variáveis de natureza exclusivamente femininas e que ainda não são atendidas, apesar dos possíveis impactos na qualidade das relações de trabalho e saúde da mulher”, justifica professor Magno.

A pesquisa é dividida em três estudos. O primeiro pretende validar uma escala de sintomas da TPM. O segundo busca relacionar a intensidade da síndrome pré-menstrual e o nível de resiliência das trabalhadoras. E o terceiro quer compreender quais as estratégias utilizadas para o enfrentamento desses sintomas no ambiente de trabalho. A primeira parte foi já realizada, com participação de 391 trabalhadoras. Para o segundo estudo estão previstas pelo menos 500.

Proatividade e bem-estar

Já professora Maria do Carmo Fernandes Martins quer investigar como comportamentos de proatividade e de autoeficácia estimulam trabalhadores no engajamento com as empresas e na redução do turnover no emprego.

“Pessoas proativas provocam mudanças no contexto, descobrem e resolvem problemas. Essa competência pode levar trabalhadores a modelar seus cargos e suas tarefas, aproveitando oportunidades no emprego de modo que o desenho do trabalho se torne mais compatível com seus anseios. Essa compatibilidade, por sua vez, afeta favoravelmente indicadores positivos como o engajamento no trabalho e reduz, por outro lado, indicadores negativos como a intenção de rotatividade”, explica a coordenadora do PPGPS.

O estudo define proatividade como conjunto de comportamentos persistentes de um indivíduo, com orientação para ações futuras que buscam mudar e melhorar a situação atual e que não se deixam limitar por forças situacionais. Já autoeficácia são crenças pessoais na capacidade de gerar o desempenho desejado. Essas crenças estão relacionadas a resultados positivos do trabalho como maior engajamento, menor intenção de saída da organização, maior satisfação no trabalho e autorrelatos de melhor saúde.

“O estudo quer analisar o impacto dos comportamentos proativos e de crenças de autoeficácia no trabalho sobre a compatibilidade entre o desenho que esse trabalho possui e aquele que o trabalhador gostaria que o trabalho possuísse, além dos efeitos sobre seu engajamento e intenção de rotatividade no trabalho. Esperamos que os resultados influenciem intervenções nas organizacões que promovam bem-estar no trabalho a partir da compreensão dos efeitos da proatividade e da autoeficácia na modelagem do contexto de trabalho”, explica professora Maria do Carmo.

 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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