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Docente apresenta trabalho em congresso de Psicologia Jurídica

Trabalho apresentado investigou traços de temperamento e caráter em homicidas psicopatas

20/05/2015 19h58

Se estudar a criminalidade e o comportamento criminal parecem parte de enredo de série de TV, que apresenta casos de difíceis solução, o assunto é de tal relevância que passou a ser tema de Congresso – o primeiro Internacional de Psicologia Jurídica, realizado em João Pessoa (PB), em abril.

Mestre e Doutor em Neurociências e Comportamento, o professor Antônio de Pádua Serafim, do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde, esteve em João Pessoa (PB), onde apresentou um trabalho sobre investigação da personalidade em relação aos traços de temperamento e caráter em homicidas psicopatas.

De acordo com o docente, esse tipo de evento gera “proximidade entre a prática profissional e o que tem sido feito em pesquisa. Ele representa também a necessidade de ampliação desse campo, com maior desenvolvimento de profissionais nessa área”.

A pesquisa

O trabalho apresentado tratou da “Investigação dos Traços de Temperamento e Caráter em Homicidas Psicopatas”. Antônio Serafim justifica que o estudo do assunto se deve ao índice elevado do comportamento violento em diversas sociedades, em particular, o homicídio. Além disso, “estudar o comportamento homicida se faz necessário para investigar os fatores de risco individuais”.

Segundo o professor, o objetivo da pesquisa foi “investigar em que medida homicidas psicopatas e homicidas não psicopatas diferem quantos aos fatores de temperamento e caráter”.  Para tanto, foram utilizados dois instrumentos em 118 pessoas que avaliam a personalidade de homicidas: o Temperament and Character Inventory (TCI – Inventário de Temperamento e Caráter) e o The Hare Psychopathy Checklist – Revised (PCL-R – Escala de Verificação de Psicopatia). 

Antônio Serafim comenta que “embora a PCL-R e o TCI tenham sido utilizados em estudos sobre características de personalidade, a relação entre psicopatia e traços de temperamento e caráter em populações específicas, como a de homicidas, não foi muito explorada e nem comparou homicidas com e sem psicopatia na literatura internacional”.

Enquanto o TCI avalia as dimensões da personalidade, ou seja o que prevalece na pessoa, sendo ideal que exista um equilíbrio entre elas, o PCL-R avalia se o indivíduo possui ou não a psicopatia.

A conclusão é que, apesar de os dois grupos – homicidas psicopatas e homicidas não psicopatas – cometerem o mesmo tipo de crime, a relação com a vítima está associada com as características da personalidade. Ele exemplifica mencionando que os nãos psicopatas mataram mais pessoas próximas, possivelmente decorrente de conflitos e motivados por ações reativas, enquanto psicopatas matam independente da relação com a vítima.

“Nessa interface da Justiça com a saúde mental, quando o indivíduo comete um crime, há dúvidas sobre sua sanidade. Esse estudo permitiu observar as características da personalidade. Há pessoas que matam por causa de uma situação de conflito, outras, pelo prazer de matar”.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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