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Jornalismo humanitário é prática urgente em tempos atuais, diz Cilene Victor

Docente ministrou workshop para alunos e profissionais de comunicação

26/09/2018 20h15 - última modificação 28/09/2018 17h53

O número de pessoas forçadas ao deslocamento de seus lares chegou a 68,5 milhões no ano passado, dos quais  25,4 milhões são refugiados, segundo levantamento da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o mundo enfrenta sua maior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial não apenas pelos números, mas pela falta de interesse em solucionar essa situação por parte de governos, imprensa e sociedade.

Por isso, o trabalho dos comunicadores é de extrema importância para dar visibilidade ao problema e devolver a voz a essas pessoas. Para tratar sobre o tema, Cilene Victor, professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social e coordenadora da especialização em Comunicação Empresarial da Universidade Metodista de São Paulo, promoveu na última terça-feira (25 de setembro) o workshop "Jornalismo Humanitário: em busca de um conceito e suas práticas".

A docente relembrou a necessidade de cobertura jornalística das crises humanitárias e, ao mesmo tempo, o cuidado que o profissional de comunicação precisa ter. “Há um dilema: como mostro a dor? Temos atualmente uma estetização da pobreza. Como eu narro o sofrimento humano? De que forma falo sobre isso? Qual o limite da imagem?”, questiona.

O mito da imparcialidade

Cilene explicou que existem três tipos de jornalismo humanitário. O primeiro atua com notícias sobre a crise humanitária e depende desses acontecimentos. O segundo trabalha com notícias que adotam a ética humanitária, com a ética humanitária permeando a narrativa. E o terceiro, que faz notícia como prática humanitária e não tem relação apenas com o conteúdo, mas também com a forma que o jornalista pensa o seu papel.

A docente ressaltou, porém, que a necessidade de enfrentar esses problemas e dar visibilidade à crise vai além da comunicação. Usando como exemplo a expulsão de venezuelanos da cidade de Pacaraima, em Roraima, Cilene comentou sobre a omissão de órgãos públicos, imprensa, academia e sociedade civil diante da questão humanitária.

“Essa omissão veio de várias partes, nenhuma instituição de ensino se posicionou, ninguém publicou nota de repúdio. As pessoas costumam me falar ‘você não é nada imparcial’, e não sou mesmo. Não existe imparcialidade. Isso começa antes da redação, começa com o critério de noticiabilidade que está enraizado pela formação de jornalista”, afirma.

Acompanhe o workshop completo na transmissão realizada pela Cátedra Unesco/Metodista pelo Facebook.

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