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Joseph Straubhaar, da Universidade do Texas, participa de bate-papo com pesquisadores do Póscom

Docente deu dicas para mestrandos e doutorandos da Metodista

19/06/2017 12h20 - última modificação 20/06/2017 16h25

Com 41 anos de pesquisa sobre mídia brasileira, o professor americano Joseph Straubhaar fala português com desembaraço e apenas um leve sotaque. O docente da Universidade do Texas esteve no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo na última quarta-feira (14) para um diálogo direto com os pesquisadores do Póscom.

O encontro foi organizado pelos grupos de pesquisa NPjor – Novas Práticas em Jornalismo, liderado pela coordenadora do Póscom, Marli dos Santos; o Coling – Comunicação e Linguagem, liderado pela professora do Póscom Elizabeth Gonçalves; e o CiCO – Comunicação, identidade e consumo, liderado pela professora Marcia Perencin Tondato, do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM.

Na primeira parte do evento, o docente falou sobre as pesquisas que realiza desde 1976 no Brasil. “Na época, eu queria ver sistemas que já estavam fazendo seu próprio caminho e desafiavam um pouco o imperialismo cultural”, conta. O Brasil fazia parte dos países pelos quais tinha interesse, assim como o México, a Índia e a China.

Com os estudos dos gêneros comunicacionais na mídia brasileira, o pesquisador percebeu “a abertura da telenovela para abrir espaços discursivos. E o grande autor que fez essa abertura foi Dias Gomes, comunista, ativista, que levou o teatro popular para a televisão e conseguiu isso, mesmo na cara de Marinho, e dos militares”, comenta.

Além das telas, o pesquisador considera que a TV influencia as pessoas em seu dia a dia, "as famílias pequenas da telenovela são famílias prósperas, o que diminuiu a taxa de nascimento de crianças no País". 

Inclusão digital

O professor pesquisa e estimula, também, a inclusão digital e para isso realiza entrevistas com famílias de imigrantes. “Quero entender essas pessoas que não têm acesso à tecnologia e, quando conseguem acessá-la, de que maneira a utilizam. Esses 10% que ainda estão fora da literacia digital, chegam a ela por meio de aplicativos como mapas, Whatsapp e Facebook. Quero entender o que faz sentido para eles, tenho que reconhecer que eles não vejam as vantagens que eu vejo no mundo digital”, conta.

O pesquisador comenta, ainda, as diferenças da utilização das mídias digitais entre os países. Ele relata que os pais mexicanos que migram para os Estados Unidos, por exemplo, não compreendem o contexto educacional em que os filhos estão inseridos e a necessidade do uso de tecnologias para que se insiram nesse meio e participem ativamente na vida dos filhos.

Para encerrar, o docente conversou com os mestrandos e doutorandos do Póscom, tirando dúvidas sobre as pesquisas dos alunos.

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