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Qualidade da Pedagogia EAD equipara-se à de curso presencial

Estudo do Grupo de Pesquisa sobre EAD da Metodista mostra que egressos das duas modalidades têm preparo e saberes equivalentes

04/03/2016 21h08

Profs. Adriana e Norinês falam em aula magna do curso (Foto Malu Marcoccia)

O ensino a distância de Pedagogia nada deixa a dever à modalidade presencial, já que 100% dos formados aprovam tanto a qualidade do conteúdo curricular quanto a formação para começar a carreira de docente, segundo estudo da Universidade Metodista de São Paulo que reuniu ex-alunos presenciais e de EAD.

Até mesmo os principais obstáculos da profissão são equivalentes para egressos das duas modalidades: 90% dizem ter sentido preconceito de familiares e amigos pela escolha da licenciatura em Pedagogia e 100% acham que as dificuldades iniciais não estão na carreira em si, mas na adaptação ao cotidiano já consolidado nas relações acadêmicas das escolas. Todos recorreram aos professores mais antigos para buscar esclarecimentos e apoio, demonstrando humildade profissional.

Na opinião da professora Norinês Panicacci Bahia, titular do curso de Pedagogia EAD da Metodista, esses resultados da pesquisa derrubam as críticas de que cursos a distância são superficiais e frágeis. Norinês concluiu seu estudo em 2015, ou seja, trata-se de um cenário recente, embora a opinião sobre ensino EAD sobreviva ao logo dos anos. “As mazelas do contexto educacional são anteriores à modalidade a distância, que começou no Brasil há apenas 10 anos. Significa que o baixo desempenho na educação brasileira que vemos em pesquisas vem desde os cursos presenciais formando professores, e ai há todo um contexto de baixos salários e estrutura de ensino precária”, entende a docente, que falou na aula magna de Pedagogia EAD na noite de 2 de março.

Professora Norinês coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação a Distância na Metodista e debruçou-se sobre o assunto porque discordava das críticas ao EAD sem base científica e se incomodava com concursos públicos que barravam professores formados a distância.

Além de questionários, seu estudo envolveu entrevistas com três egressos de curso presencial e três ex-alunos de curso a distância que não atuavam como professores durante a formação e estivessem ingressando em ambientes iguais, ou seja, na educação infantil e anos iniciais da rede pública. As respostas foram idênticas entre alunos das duas modalidades, inclusive na consideração de 100% deles de que o sucesso profissional depende do envolvimento e do compromisso em querer ser professor.

‘Maravilhada com ambiente virtual’

Dois testemunhos ao vivo durante a aula magna fortaleceram a linha da pesquisa. Cláudia Mignelli, ex-aluna EAD do polo de Lins (SP) formada em 2014, afirmou que sua determinação pela carreira a fez superar a distância de 40 quilômetros da cidade onde mora até o polo, assim como a insegurança em interagir em ambiente virtual de aprendizagem. “Duvidava que iria aprender, mas depois fiquei maravilhada com o mundo de conhecimentos à minha frente. Vou agora fazer pós em Pedagogia Empresarial”, anunciou Cláudia, que cinco meses após formada passou em concurso no CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola).

Daniela Ferreira Costa, do polo de Petrópolis (RJ) e formada em 2010, reforçou o compromisso com disciplina de horários, estudos e hábito de leitura, “já que no EAD não temos professores todos os dias”. Hoje Daniela leciona no Instituto Metodista de Petrópolis e chama de “vitória” atuar em uma escola reconhecida.

A coordenadora do polo Petrópolis, Sandra Maria de Almeida, testemunhou o entusiasmo dos alunos ao dizer que, mais do que um diploma, eles alcançam uma realização pessoal. “Muitos estão sem estudar há anos e, após se formar, voltam aqui para contar suas novas experiências profissionais. É gratificante participar dessas trajetórias”, afirmou, acrescentando ser importante ter foco no objetivo de fazer a diferença na educação do País.

Autonomia

Também participante da aula magna, que teve como tema “Educação a Distância: Retrospectivas, Dados, Impactos e Pesquisa”, a coordenadora do Núcleo de EAD da Metodista, professora Adriana Barroso de Azevedo, falou do crescimento da modalidade no Brasil, que já forma 1 a cada 5 alunos de ensino superior. Em 2013, havia 6,1 milhões de matriculados na graduação superior presencial e 1,1 milhão a distância.

Depois de fazer breve histórico da EAD, introduzida pelo decreto 5622 de 2005 e com início de atividades em 2006, professora Adriana mencionou o pioneirismo da Metodista na área, que também nesse ano implantou os primeiros cursos a distância, entre os quais o de Pedagogia. O curso já formou cerca de 8 mil alunos e tem 1,5 mil matriculados hoje. Em 2014, o perfil do aluno EAD era predominante feminino e entre 21 e 30 anos. Na modalidade totalmente a distância (que não tem encontros presenciais nos polos nem interação em tempo real), a idade sobre para 31 a 40 anos.

Professora Adriana destacou como diferencial do EAD a construção da autonomia. “O aluno constrói o próprio conhecimento, rompe a passividade de quem só absorve aulas e passa a buscar mais estudos e pesquisas”, relatou.

 

 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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