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Jesus e a Mulher Cananéia

Reverenda Elena Alves Silva

"Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres." (Mateus 15, 21-28)

É muito difícil ouvir um não, torna-se ainda mais dolorido ouvir um não, quando você tem absoluta certeza de que seu pedido é justo. Nesta história do evangelho, a mulher Cananéia ouviu um não; e o que é pior, um não carregado de argumentos. Mais duro que ouvir um "não" é ser ignorada, e isto também aconteceu com ela.

Nas lutas das mulheres por conquistas no mundo do trabalho e na busca de direitos iguais na sociedade, temos percebido o quanto a palavra não é repetida e de quantas maneiras as mulheres recebem este não.

Existem maneiras de reagir a um não: você pode se resignar e aceitar a resposta negativa, ou lutar por aquilo que você acredita e gritar. Eis o que a mulher Cananéia fez. Eis o seu exemplo e a sua história.

A postura submissa desta mulher, o seu jeito de aproximar-se de Jesus, é somente uma parte de sua identidade. A sua petição e a sua insistência desafiam a identidade e missão de Jesus e confronta a ideologia imperialista de Israel. Ela exige que Jesus torne disponível para ela o que está disponível para Israel. Sua petição não é para ela, mas para Jesus libertar sua filha das forças que a oprimem.

Jesus não responde com ajuda instantânea, mas com silêncio. Não é dado nenhum motivo, entretanto, os fatores étnicos, culturais, religiosos, econômicos e políticos, como também seu gênero, sugerem numerosas razões para Jesus ignorá-la. Num segundo momento Jesus afirma: "Não é bom tirar o pão dos filhos e dá-los aos cachorrinhos".

Mesmo depois de ter recebido uma resposta negativa, sem amedrontar-se, a mulher se ajoelha diante de Jesus e clama por socorro. Junto com a sua submissão ela pede novamente e continua, audaciosamente, desafiando uma ideologia de favoritismo. Ela reclama o seu lugar nos propósitos de Deus.

Aqui se concentra a força desta história: a mulher não é intimidada pela resposta de Jesus. Ao invés, ela, com astúcia e corajosamente reformula a resposta de Jesus: "Também os cachorrinhos comem das migalhas que caem das mesas dos seus donos". A resposta dela se move além das barreiras da divisão étnica, cultural, religiosas, de gênero e política, para as possibilidades que permanecem firmes às promessas de Deus de abençoar todas as nações da terra.

A resposta engenhosa da mulher abre possibilidades para sua filha e para Jesus. Ele responde positivamente e realiza o pedido daquela mulher.

Esta história nos dá uma grande lição, assim como deu uma grande lição a Jesus e seus discípulos. Não podemos nos enclausurar dentro de nossos conceitos e preconceitos, sem perceber a realidade ao nosso redor. É preciso parar e ouvir o que as mulheres, as mães, as pessoas, estão pedindo; mesmo que pareça incoerente, mesmo que incomode, mesmo que seja preciso mudar as regras...

O Dia Internacional da Mulher é um dia especial de lembrar a luta de tantas mulheres que, ao ouvirem um não, persistiram e lutaram para conquistar o que queriam.

Referência: CARTER, Warren. O Evangelho de São Mateus - comentário sócio político e religioso a partir das margens, Paulus, São Paulo, 2002.

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