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Odontologia esportiva apresenta amplo espaço de atuação, alertam palestrantes

Além dos consultórios e hospitais, profissionais podem atuar com a saúde de atletas

11/05/2018 18h15 - última modificação 11/05/2018 18h54

O setor esportivo brasileiro, sobretudo o futebol masculino, movimenta bilhões de reais anualmente. No ponto central de todo esse dinheiro estão os atletas, que buscam vitórias e a saúde é parte fundamental desse processo. Por isso, as comissões possuem médicos, fisioterapeutas e psicólogos especializados em suas equipes. Nos últimos anos, o mercado esportivo se abriu para uma especialidade de importância à saúde dos esportistas: a odontologia.

Durante a XXVI Semana Científica Odontológica da Metodista (SECOM), o Dr. Alexandre Barberini destacou a importância do profissional de odontologia para o bom desempenho dos atletas de alta performance. “Em busca de ultrapassar limites, os atletas podem ficar vulneráveis a infecções, já que por conta do overtraining, muitos têm baixa imunidade”, comenta, relembrando o caso do jogador de basquete Laurence Young que morreu em decorrência de uma infecção dentária.

O profissional cita, ainda, que a respiração pode ser prejudicada por problemas dentários e diminuir o rendimento do atleta, da mesma forma que pode causar desvios posturais. Por isso, defende a presença de um odontologista antes, durante e depois das competições esportivas, com acompanhamento direto durante as partidas.

Mesmo sendo tão importante para a área esportiva, Barberini diz que antes a odontologia esportiva ficava à margem, não era reconhecida, e somente durante o 1° Fórum de terapias complementares, em 2006, foi formada uma comissão de odontologia do esporte. Atualmente, o docente é coordenador de Odontologia do Esporte na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

O Dr. Fernando Bromberg, especializado em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais, reitera a necessidade de um profissional de odontologia na saúde esportiva, pois “nos Jogos Olímpicos de Londres aconteceram mais de 30 faturas de face”.

Além dos esportes de contato, ele ressalta que modalidades como surf podem causar lesões, esportes aquáticos e de altitude podem ocasionar barodontalgia, entre outras condições. Dessa forma, a atuação do odontologista se dá em uma grande variedade de espaços e esportes.

Nos atendimentos cotidianos, Bromberg acredita que o odontologista deve questionar ao paciente, desde a primeira consulta, se ele é esportista e, se for, se é federado. “Se for federado, você precisa entrar em contato com a equipe médica dele e explicar os procedimentos que quer fazer, senão pode dar algum medicamento não permitido e causar que o atleta caia no doping”, enfatiza.

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