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Avanço em materiais e em técnicas simplifica tratamento dentário, aponta especialista

Presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica faz palestra na Metodista

10/05/2018 22h25 - última modificação 10/05/2018 22h41

Carlos Francci falou na 26ª Semana Científica Metodista

Materiais mais inteligentes e técnicas menos agressivas possibilitam hoje tratamentos dentários mais rápidos e eficientes. Há poucos anos, gastava-se até uma hora e meia para restauração de um dente posterior, tempo hoje reduzido a 15 minutos em média. E uma coroa que exigia desgaste de 2,5 milímetros no esmalte dentário, atualmente é possível ser implantada com apenas 0,5 milímetro do chamado custo biológico do dente.

“Reduzimos sobremaneira o tempo de boca aberta e de cadeira pela simplificação do serviço clínico”, apontou o presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica, Carlos Eduardo Francci, ao falar na tarde de 10 de maio na XXVI Secom (Semana Científica Odontológica da Metodista). Ele apresentou o que há novidade em resinas e em técnicas restauradoras que estão dinamizando o consultório dentário, entre as quais a Bulk-fill, ou preenchimento único.

“Esse material substitui aquele trabalho que exigia várias camadas de resina intercaladas com luz para contrair adequadamente o material. A Bulk-fill está no mercado há nove anos, mas hoje é utilizada em larga escala no Brasil”, citou o especialista, que também atua no centro de pesquisa da Universidade de São Paulo e testemunha: “A odontologia brasileira avançou muito. Hoje exportamos não só pesquisadores, mas também professores na área de estética”.

Também a produção nacional tem despontado frente aos importados. O Brasil só perde para os Estados Unidos no continente americano em produtos estéticos, citou doutor Francci, dando o exemplo da FMG. Em clareamento, a brasileira FGM detém 85% do mercado interno, quando 15 anos atrás o domínio era de uma empresa norte-americana. “Isso obviamente traz um custo menor pela maior competição. Nosso produto é muito bem aceito na América Latina, concorrendo de igual para igual com produtos europeus, americanos e japoneses”, apontou.

Mais acessível

Por que a combinação de avanço científico, indústria brasileira forte, materiais mais resistentes e simplificação nas técnicas clínicas não barateia o tratamento para pacientes?

Carlos Francci evitou colocar preço em serviços porque há variação por regiões devido a custos operacionais próprios de cada consultório. Mas garantiu que a odontologia popularizou-se e está mais acessível. “Desde a clínica AA até a clínica popular de bairro, todas fazem hoje clareamento, por exemplo. Ou seja, a odontologia está se massificando porque os custos baixaram e, obviamente, isso reflete em mais saúde à população”, citou.

O ensino brasileiro também está bem consubstanciado, na visão do presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica. Ele apontou que a odontologia brasileira é mais conservadora, como a europeia, pois as escolas carregam a cultura de educar para preservar ao máximo a recuperação e restauração dos dentes, isto é, de não destruir dentes sem necessidade. “Antigamente usava-se o termo obturação, sinônimo de fechar buraco. Hoje o correto é restauração, que salva e preserva ao máximo o dente doente em sua função e em sua estética, além da saúde bucal”, disse.

Carlos Eduardo Francci conduziu palestra sobre “Odontologia restauradora: as últimas tendências que simplificam a rotina clínica com excelência”, seguida de oficina prática sobre “Resinas Bulk-fill, simplificando a técnica restauradora em dentes posteriores”.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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