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Estudantes de engenharias e automação visitam Usina Hidroelétrica Henry Borden

02/09/2019 20h05 - última modificação 02/09/2019 21h35

Estudantes vivenciaram de perto operacionalizações de usina hidroelétrica - clique para ampliar - Foto: arquivo prof. Mario Boaratti

Inspirados por palestra apresentada pelo engenheiro Márcio Nestor Zancheta, da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), ocorrida ainda no primeiro semestre 2019, estudantes dos cursos de Engenharia da Computação, Engenharia Eletrônica e Tecnologia em Automação Industrial visitaram, no dia 24 de agosto, a Usina Hidroelétrica Henry Borden, em Cubatão.

Na usina, pertencente à EMAE e que foi a primeira de grande porte no Brasil, os alunos foram novamente recepcionados por Márcio Zancheta, que conduziu a visita técnica e apresentou e explicou o processo de geração de energia elétrica com uso de turbinas hidráulicas. Além disso, puderam ver a aplicação de controles computadorizados na gestão da usina e no seu controle operacional, ou seja, como é possível, por meio de computadores, variar os parâmetros das máquinas e da quantidade de água na turbina para modificar a quantidade de energia gerada na saída. Todo esse processo gera 800 megawatts de energia consumida em grande parte pela Grande São Paulo.

Lucas Scatolin, do 6º semestre de Engenharia Eletrônica, esteve pela primeira vez em uma usina hidroelétrica e disse que o evento foi significativo “principalmente pela geração de novos conhecimentos e compartilhamento de experiências”. Ele também contou que trabalha na área de Eletrônica desde os 18 anos de idade e que vem adquirindo “conhecimentos e experiências geradas através de cursos técnicos. Dentro da universidade temos bastante contato com práticas e laboratórios, podendo ver estes estudos aplicados na visita, como, por exemplo, o sistema de controle surpervisório da usina”, comentou.

Ainda relacionando os estudos no curso com a visita, Lucas disse que “as explicações sobre a montagem da usina nos passaram bastantes técnicas de montagem. Eu trabalho há 4 anos na área de automação industrial, que tem grande ênfase também em nosso curso, e o controle moderno da usina envolve muitas práticas de automação e controle”.

Técnica e cultura

Além da experiência prática e contato com técnicas de automação, para Lucas a experiência também teve um proveito cultural, com marcos históricos que lhe chamaram a atenção.

“Dentro da usina, observamos dois tipos de geradores de duas empresas distintas da época, ambas concorrentes, a General Electric e Westinghouse Electric, pioneiras em criação e desenvolvimento de equipamentos elétricos, que até hoje fazem a diferença no mercado. Podemos comparar estas duas empresas como um clássico no futebol, onde a rivalidade vai à flor da pele. A General Eletric tem como fundador um dos principais nomes da física elétrica no mundo, Thomas Edison. Em contrapartida, a Westinghouse foi fundada por George Westinghouse  Jr.,  que em seu grupo tinha nada mais, nada menos que Nikola Tesla”, contou o estudante, considerando como indústrias históricas e rivais colaboram até hoje para o desenvolvimento tecnológico no mundo.

Após a visita, o futuro engenheiro já declarou que tem outro encontro planejado. Ele pretende conhecer as usinas em Angra dos Reis, Rio de Janeiro.

Acompanhando os alunos, professor Mário Boaratti explicou que “esse tipo de aula em campo permite ver de forma real as matérias estudadas em sala. Por exemplo, o processo de geração e conversão de energia elétrica é estudado em Física Elétrica e em Eletromagnetismo. O controle da usina é estudado em Teorias de Controle e, por coincidência, o software usado para controlar a usina é o mesmo que usamos na universidade, nas aulas de sistemas supervisórios”.

Confira fotos da visita técnica.

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