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Abertura do Congresso Metodista aborda Agenda 2030 e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Tema é tratado em palestra de maneira leve e humanizada.

22/10/2019 21h50 - última modificação 25/10/2019 22h19

 “É preciso atuar de maneira a não deixar ninguém para trás”. Essa afirmação permeou a palestra da professora Cláudia Saleme, membro da Coordenação de Comunicação do Núcleo Estadual de São Paulo - ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e Agenda 2030 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, na abertura em 22 de outubro do Congresso Metodista 2019. Participaram também da inauguração do evento  as  professoras Claudia Cezar, da Comissão de Organização e do Núcleo de Arte e Cultura,  Alessandra Maria Sabatine Zambone, diretora de Extensão de Ações Comunitárias, e Marcia Aparecida Sartori, coordenadora dos cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia Civil e Gestão Ambiental.

Alunos do Colégio Metodista e dos cursos de Direito e Engenharias Civil, da Computação e de Produção estiveram presentes e puderam conhecer detalhes da Agenda 2030 e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) sob uma perspectiva diferente, mais humana. Cláudia Saleme iniciou a palestra de forma descontraída, fazendo a “Dinâmica do Sorriso”. Além de tratar do tema, abordou as “entrelinhas”, o que cada um pode fazer para praticar os ODS no dia a dia.

 “As dezessete metas da ODS são globais, mas não são só problemas da ONU. Cada um precisa fazer sua parte”, declarou, convidando todos a refletir sobre a pobreza e a falta de recursos no mundo e o que têm em casa, no trabalho, um teto e alimento na mesa.

 Os objetivos do Desenvolvimento Sustentável são 17, que abrangem 169 metas, mais 231 indicadores para serem cumpridos até 2030, por isso o nome “Agenda 2030”. São eles:  

  • Objetivo 1. Erradicação da pobreza.
  • Objetivo 2. Fome zero e agricultura sustentável.
  • Objetivo 3. Bem-estar e saúde.
  • Objetivo 4. Educação de qualidade.
  • Objetivo 5. Igualdade de gênero.
  • Objetivo 6. Água potável e saneamento.
  • Objetivo 7. Energia acessível e limpa.
  • Objetivo 8. Trabalho decente e crescimento econômico.
  • Objetivo 9. Indústria, inovação e infraestrutura.
  • Objetivo 10. Redução das desigualdades
  • Objetivo 11. Cidades e comunidades sustentáveis.
  • Objetivo 12. Consumo e produção responsáveis.
  • Objetivo 13. Ação contra a mudança global do clima.
  • Objetivo 14. Vida na água.
  • Objetivo 15. Vida terrestre.
  • Objetivo 16. Paz, justiça e instituições eficazes.
  • Objetivo 17. Parcerias e meios de implementação. 

São pautados em 5 “P´s”:

Pessoas: erradicar a pobreza e a fome de todas as maneiras e garantir a dignidade e a igualdade.

Planeta: proteger os recursos naturais e o clima do planeta para as gerações futuras. 

Prosperidade: garantir vidas prósperas e plenas, em harmonia com a natureza

Parcerias: implementar a agenda por meio de uma parceria global sólida

Paz: promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas.

Segundo Cláudia Saleme, os ODS são fruto de uma construção coletiva de muitos anos. Muito discutiu-se antes de chegar à definição desses objetivos. Ela ressaltou que é preciso ver esses desafios como globais, mas respeitar as particularidades de cada localidade. “Há metas que não se aplicam ao Brasil ou a alguns Estados, então é preciso verificar e adequar ao local”. E acrescentou que é possível qualquer pessoa fazer algo em favor das metas, bastando se mobilizar: criar ações, parcerias locais com a comunidade, criar certificados. “Sozinho é possível realizar, mas juntos, podemos fazer muito mais”.       

As competências tratadas nessas ações são exatamente sobre qualquer necessidade, como por exemplo reciclagem e sustentabilidade, saúde, abordando temas atuais como a depressão e a prevenção ao suicídio, arte e cultura, terceira idade, entre tantos outros.

Cláudia Saleme lamenta, porém, que a sustentabilidade é assunto ainda pouco conhecido entre brasileiros. Por isso, é preciso muita divulgação. “Às vezes as pessoas fazem ODS e não sabem”, relatou. “Os jovens têm que entender o que é e começar a colocar em prática essas ações, pois são o futuro do Brasil, farão a mudança necessária. Todos somos políticos de alma, basta exercer esse papel”, completou.

A boa notícia é que o tema já está ficando mais popular. Este ano, por exemplo, os Objetivos entraram no Plano Plurianual de São Paulo, mas é preciso ser um agente multiplicador dessas boas práticas. Em resumo, a Agenda 2030 e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável permeiam que todos devem ter oportunidade justa na vida, seja quem for e onde estiverem. Que deve-se alcançar, primeiramente, aqueles que estão mais atrás. E que todas as pessoas são importantes e serão incluídas. O tempo está passando. Que cada um possa fazer sua parte e contribuir para chegar em 2030 com todas as metas cumpridas.

Acesse outras fotos do evento e conheça o painel com os 17 ODS: https://photos.app.goo.gl/Ccc76gGY995JN2c68

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