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Atletas olímpicos mostram histórias de superação e conquistas na Semana Esportiva

Arthur Zanetti e outros campeões falaram sobre suas trajetórias em evento da Atlética de Comunicação Metodista

25/03/2019 19h35 - última modificação 26/03/2019 17h10

Arthur Zanetti e outros campeões falaram em evento da Atlética de Comunicação Metodista

Não é só com força muscular, disciplina nos treinos e precisão nos movimentos que se formam grandes campeões esportivos. Muitas conquistas vêm também da persistência em buscar o objetivo, da superação de adversidades e do fortalecimento emocional.

“O esporte de alto rendimento sofre com falta de estrutura física e investimentos. Mas brasileiro é articulado e conquista o que quiser se tiver foco e não desistir da meta”, resume Hudson Miguel, ginasta olímpico vice-campeão na modalidade, 27 anos e sete lesões pelo corpo, mas que continua treinando “pensando nos campeonatos de 2020”. Com ele fez coro o campeoníssimo Arthur Zanetti, primeiro brasileiro a colocar no peito uma medalha olímpica de ginástica artística: “Defender um título é mais complexo do que conquistá-lo”.

Histórias de transformação de momentos difíceis em oportunidades para crescer e ser campeão tomaram conta do Auditório Sigma na noite de 21 de março último, quando a Universidade Metodista de São Paulo e a Atlética de Comunicação receberam atletas de várias modalidades no debate sobre Esportes Olímpicos, dentro da programação da Semana Esportiva. O evento se estendeu de 19 a 22 de março e desenvolveu vários temas sobre esporte brasileiro, da comunicação à diversidade no esporte e o tratamento das competições nas mídias digitais.

Monocultura

A dificuldade em obter patrocínios e em vencer a monocultura do futebol no Brasil foi observação comum também de outros debatedores da noite: Deivisson Santos, atleta de vôlei sentado, Josiany Frediani, do ABC Rugby, e o lançador de dardo paralímpico Brendow Christian. Brendow deu sua receita de sucesso: “Transforme a descrença dos outros em combustível para vencer”, disse ele, ao narrar a infância pobre no Amazonas, que o levou a alugar a bicicleta e a recolher latinhas para ajudar a mãe a vender doces e salgados. Com apenas 30% de visão, ele é medalha de ouro paraolímpico.

Tenacidade foi a condição à qual se impôs Josiany Frediani, que apontou os 10 anos de existência do ABC Rugby como exemplo de que o esporte superou o desconhecimento. Hoje ela se dedica a projeto de difusão da modalidade capacitando professores e alunos voluntários. “Todo início é difícil, mas com garra é possível vencer”, reforçou Deivisson Santos ao falar do paravôlei (vôlei sentado praticado em quadra reduzida), que iniciou em 2002 e levou o Brasil a ser hoje 2º no ranking mundial.

Ex-aluno do Colégio Metodista, Arthur Zanetti, também ouro nas argolas, também mostrou como reuniu energia para tornar-se resistente às dificuldades, ele que pratica esportes desde os 7 anos de idade. “Estava dividido entre ginástica e futebol. Optei pela ginástica aos 10 anos e falei para minha mãe: me ensina a cozinhar e a lavar roupa porque logo estarei na Seleção Brasileira e preciso me virar sozinho”, contou ele, que também se prepara para o mundial de 2020 classificatório das Olimpíadas.

 Leia mais sobre a Semana Esportiva no portal Surto Olímpico: Entrevista com Jefferson Sobral, ex-jogador da NBA.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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