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Dono da Riachuelo alerta para perda de competitividade do Brasil

Flávio Rocha inaugurou a série de encontros Metodista Convida, em 2 de abril

03/04/2018 12h50 - última modificação 25/04/2018 21h24

Flávio Rocha inaugurou a série de encontros Metodista Convida na noite de 2 de abril

O Brasil corre sério risco de ser expulso do jogo internacional se não voltar a ter uma economia competitiva. O maior entrave para reconquistar esse cenário está em quem deveria ser o grande incentivador do desenvolvimento, o Estado. “A burocracia estatal e as amarras das legislações impedem o empreendedorismo e o livre mercado entre os brasileiros”, adverte o empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo e idealizador do movimento Brasil 200, por uma economia mais liberal e uma máquina pública “menos ideologizada e aristocrática”, como define.

Flávio Rocha falou a alunos da Universidade Metodista de São Paulo na noite de 2 de abril na inauguração do Metodista Convida, uma série de encontros com personalidades do mundo corporativo e políticos para discutir os rumos do País. O empresário fez uma exposição da trajetória do Grupo Guararapes, fundado pelo pai Nevaldo Rocha e que completa 70 anos, mostrando que uma empresa familiar pode, sim, se sobressair entre gigantes.

“Desenvolvemos um modelo que integra toda a cadeia produtiva, desde o fio do algodão que tece a roupa até a 10ª parcela do carnê de compras pago pelos nossos consumidores”, resumiu, dizendo que a missão de seu conglomerado é a inclusão social pelo mundo da moda e pelo trabalho. O Grupo Guararapes é considerado o maior conglomerado de moda do País e um dos 15 maiores empregadores, com 40 mil trabalhadores. Inovou ao trocar as araras de roupas nas lojas todas as semanas, em lugar dos lançamentos apenas nas quatro estações climáticas. Além da Riachuelo, o grupo do Rio Grande do Norte reúne a financeira Midway, a Transportadora Casa Verde e p Midway Shopping Center.

Nova Galícia

Também membro do IDV (Instituto de Desenvolvimento do Varejo), Flávio Rocha entende que estão nesse segmento as carreiras mais prósperas do futuro, sobretudo na moda. Mostrou como nasceu seu projeto Brasil 200 (em alusão aos 200 anos da proclamação da independência daqui quatro anos) a partir de experiência que conheceu na Galícia espanhola. Ao contrário do planeta que submergiu sob a crise financeira das subprimes americanas em 2008, a região prosperou por meio de pequenas oficinas de costura que abasteciam 3 mil lojas em todo o mundo.

“Entendi naquele momento que podia desenvolver o Nordeste brasileiro com a indústria têxtil. Cada emprego no setor gera outros cinco na cadeia”, falou. O projeto previa 300 pequenas confecções pelo Rio Grande Norte, mas foi interrompido pela fiscalização do Ministério do Trabalho. “Vieram com fúria contra um projeto que deu carteira assinada a quem nunca trabalhou, distribuiu renda e desenvolveu pequenas cidades”, protestou, retirando daí ideias para lutar por um Estado liberal na economia. O governo entendeu na época que o grupo praticava trabalho análogo ao escravo.

Ex-deputado federal, Flávio Rocha acaba de lançar-se candidato à Presidência da República pelo PRB. É favorável a todas as reformas que devolvam a competitividade ao País, entre as quais a trabalhista e a previdenciária. “Precisamos tirar o Brasil do 153º lugar como país mais hostil ao investimento”, insistiu.

A abertura do Metodista Convida foi feita pelo reitor Paulo Borges Campos Júnior, que elogiou a trajetória do empresário e por ter trazido aos alunos exemplos de inspiração para suas carreiras. Após a palestra, Flávio Rocha respondeu às perguntas do público no Salão Nobre, com intermediação da professora Andrea Leite, coordenadora do curso de Administração.

Acompanhe a palestra na íntegra:

 

 

Veja imagens do evento:

Metodista Convida, 2 de abril de 2018, com Flávio Rocha, da Riachuelo

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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