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Aluno de Psicopedagogia da Metodista cria projeto de participação cidadã com alunos do ensino fundamental

Estudantes identificaram problemas da cidade e entregaram relatório aos vereadores

30/09/2016 13h55 - última modificação 30/09/2016 18h07

Aluno de Psicopedagogia da Metodista cria projeto de participação cidadã com alunos do ensino fundamental

Na correria do dia a dia é bastante comum que passemos a ignorar os problemas da nossa cidade. Um buraco na rua, a falta de lixeiras ou ausência de policiamento passam a fazer parte da rotina e nem pensamos em buscar soluções para esses problemas. Mas com a ajuda de um aluno da Pós-Graduação da Universidade Metodista de São Paulo, 11 estudantes de São Caetano do Sul deram os primeiros passos para mudar essa realidade.

“Ou a gente aprende nossos direitos e entra na política ou vamos acabar reproduzindo essa lógica que está em funcionamento desde os tempos da colônia no Brasil”, declara Patrick Marinho Duarte, aluno da Pós-Graduação em Psicopedagogia da Metodista. A partir do conteúdo visto em aula, ele teve a ideia de fazer um projeto bem interessante com seus alunos do ensino fundamental, o Missão: Cidadão.

O professor propôs que os estudantes buscassem em seus bairros aspectos positivos e negativos e tirassem fotos. Em seguida, fizeram relatórios sobre o que viram e entregaram na Câmara dos vereadores da cidade. “O presidente da câmara viu os alunos, recebeu os relatórios e, depois de cerca de uma semana e meia, deu uma devolutiva com algumas indicações de projeto de lei. Por exemplo, um carro que estava há tempos abandonado na rua, com esse pedido conseguiram retirar”, conta.

Formado em Sociologia, Duarte dá aula de Geografia em São Caetano. A ideia de criar o projeto surgiu durante as aulas da Pós-Graduação com a temática de cidadania, mas o professor não esperava uma resposta tão positiva do trabalho dos estudantes: “eles estão no sexto ano, são crianças ainda. Achei que não iam se interessar muito, mas deu certo. Eles conseguiram trabalhar bem e tiveram ideias legais”.

O curso de Psicopedagogia foi essencial para que o professor criasse essa atividade. “Durante as aulas eu abri a mente para vários pontos que a gente usa em sala de aula, mas que nunca me deparei a fundo. Durante a aula em que a gente tratava um pouco de conflitos, eu percebi que a gente tinha que trabalhar essa ideia de assembleia escolar, de reuni-los para que eles possam falar”.

Duarte conta que no trabalho de conclusão de curso passou a se dedicar ainda mais ao tema: “a educação para cidadania na escola está totalmente fora do contexto, nenhum professor incentiva, a escola não incentiva e também não tem apelo nenhum para isso. Eu resolvi ir na contramão e aplicar um pouco do que eu estava estudando no TCC na minha vida como professor”.

A princípio, os alunos apresentaram certa resistência, pois não estão acostumados a sair de casa e vivem, de certa forma, desconectados da realidade da cidade, mas a experiência serviu como uma ferramenta de aproximação com os problemas do bairro, integração com a família e de aprendizado sobre cidadania.

Maria Eduarda Souza Scucuglia, de 11 anos, foi uma das participantes e relata que a experiência foi muito interessante. “Encontramos vários problemas, como escolas pichadas ou com falta de reforma, em uma escola parte do teto caiu em cima de um aluno. Encontramos problemas de segurança pública, de saúde, como demora de atendimento no hospital”, explica. A estudante do 6° ano diz não ter encontrado nenhuma dificuldade, e fala por si e pelos colegas de classe: “nós gostamos bastante porque é importante. Conseguimos fazer algo pela nossa cidade”.

O projeto foi apresentado em uma exposição da escola, onde foram recolhidas cerca de cem sugestões e reclamações dos pais e responsáveis presentes, que serão compiladas em um relatório final e encaminhadas para a Câmara.

“Para a cidade serve de exemplo para outras crianças. Para eles é uma forma de participar da vida cidadã, eles estão aprendendo de outra forma. Não vão só reclamar como nós adultos fazemos, com posts no Facebook. Eles vão fazer ações práticas, pois sabem como funciona uma sessão da câmara, sabem qual é o papel do vereador”, finaliza Duarte.

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