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Extensão é espaço privilegiado para aprendizagem, defende pró-reitora da Dom Bosco

Luciane de Almeida falou a professores da Metodista na abertura do 2º semestre de 2016

26/07/2016 21h40 - última modificação 26/07/2016 21h45

Luciane de Almeida foi recebida pela coordenadora de Graduação e Extensão, prof. Vera Stivaletti

Num mundo onde as mudanças levam a descartar quase tudo o que é material e imaterial, há distanciamento profundo entre pessoas e até escolas sem sala de aula, a extensão universitária é oportunidade sem paralelo para o jovem aprender a interagir e a praticar cidadania. “É um espaço privilegiado para o exercício da aprendizagem e para interação com o mundo”, definiu a pró-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade Católica Dom Bosco, Luciane Pinho de Almeida, em palestra na abertura do 2º semestre de 2016 da Universidade Metodista de São Paulo, na noite de 25 de julho.

Doutora em Serviço Social e membro do ForExt (Fórum de Extensão e Ação Comunitária das IES Comunitárias), ela abriu um parênteses sobre o papel da pesquisa: “Pesquisa não é para ficar engavetada. É para contribuir para construção de um mundo melhor”, destacou, ao falar que a academia deve ter o olhar voltado para questões sociais e fazer delas pauta central para o tripé ensino-pesquisa-extensão.

Flexibilização

Apesar de o atual PNE (Plano Nacional de Educação) ter fixado em 10% a parcela do currículo que deve ser voltado obrigatoriamente à extensão – sem, no entanto, estabelecer como viabilizar isso --, Luciane Pinho encorajou as instituições de ensino a “flexibilizar” essa prática e a criar as próprias iniciativas de ação comunitária. As cinco modalidades de extensão universitária podem ser na forma de cursos, eventos, projetos, programas e prestação de serviços.

Citando o educador Paulo Freire, ela repetiu que as experiências e vivências dos estudantes são muito importantes para o sucesso do ensino-aprendizagem, daí a necessidade de envolver o maior número deles nos programas de extensão. “Enquanto a escola é em essência local de diálogo e aprendizado contínuo, a extensão é um espaço ampliado para professores, estudantes e comunidade compartilharem vivências e aprendizagem”, definiu, fazendo alusão ao título de sua palestra “A universidade e o compromisso com a formação profissional: aprendizagens na extensão”.

A pró-reitora da Universidade Dom Bosco exibiu vários depoimentos de alunos que realizaram práticas concretas do conhecimento obtido em sala de aula no formato de prestação de serviços. Houve unanimidade sobre como a experiência adubou suas vivências pessoais e a visão do bem comum. “Na extensão, o aluno é protagonista da sua experiência e o professor passa a ser o provocador, o orientador. Ao contrário do estágio, em que o estudante geralmente só acompanha um processo, na extensão ele interage e aprofunda mais a pesquisa e o conhecimento”, citou.

Luciane de Almeida aconselha que os projetos sejam sobretudo interdisciplinares, para que o universo de conhecimento e de interlocução seja amplificado com variedade de cursos e atores.

A pró-reitora da Universidade Católica Dom Cabral foi recebida pela coordenadora de Graduação e Extensão da Metodista, professora Vera Lúcia Stivaletti, que intermediou a mesa de debates.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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