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Professor Luiz Roberto participa de debate no CNE sobre qualidade da formação do magistério

Evento dias 8 e 9 de abril de 2016 reuniu a inteligência universitária em torno das diretrizes dos cursos de formação de professores

20/04/2016 19h55 - última modificação 20/04/2016 19h52

Formação inicial e continuada de professores foi tema central (Foto MEC)

A qualidade da formação do magistério brasileiro não se resume ao aumento do tempo de aulas em 400 ou 500 horas ou em mais exigência do estágio ou, ainda, no maior rigor na relação entre teoria e prática. É preciso repensar o processo formativo para um Brasil real, diverso, desigual, que exige novas medidas para avaliar e promover a construção da autonomia docente, gestão democrática do sistema e efetivo processo de colaboração entre as instâncias formadoras, como indica a própria Constituição Federal de 1988.

“Não servirão simples adaptações, mas de fato um repensamento dos sentidos de educação no contexto do Plano Nacional de Educação e no rumo de um Sistema Nacional de Educação harmonioso e interativo nas relações políticas e nas práticas pedagógicas do cotidiano. O que se deve encaminhar para dentro das instituições é o próprio debate de seus PDIs (Planos de Desenvolvimento Institucional) e PPIs (Projetos Pedagógico- Institucionais), mais seus planos concretos de trabalho e focos metodológicos à luz das metas e estratégias do PNE”, aponta professor Luiz Roberto Alves, da Pós-graduação em Administração da Universidade Metodista de São Paulo, que participou dias 8 e 9 de abril últimos do Seminário sobre Implementação das Diretrizes Curriculares para Formação Inicial e Continuada de Profissionais do Magistério.

O encontro foi promovido em Brasília pelo CNE (Conselho Nacional de Educação), no qual professor Luiz Roberto preside a Câmara de Educação Básica, e reuniu aproximadamente 250 representantes do ensino superior. Essa presença, aliás, foi destacada por ele, entendendo que significa preocupação com um tema candente e desafiador como o da Resolução CNE/CP2/2015, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, de formação pedagógica para graduados e de segunda licenciatura) e para a formação continuada.

Professor Luiz Roberto Alves enfatiza do encontro o discurso da qualidade social da educação, que segundo ele não admite mais desculpas e sim reflexão e ação, e a certa angústia diante da necessidade de incluir mais futuros professores no sistema de formação superior. Não faltou menção à atual crise econômica, o que leva ao debate da prioridade da educação na construção do desenvolvimento do País.

“Também destaco do seminário o desejo de ampliar o processo formativo e de criar novas interfaces no cuidado para com a formação, o que tanto exige auto-avaliação institucional quanto também exige das instituições de fomento e pesquisa a presença ativa e colaborativa. Enfim, colocar em ação o princípio constitucional do ‘regime de colaboração’ federativo entre instâncias locais, regionais, estaduais e nacionais. Como nunca essas interações são indispensáveis, pois a competição de prestígios ou de mercado não mostra bons resultados na formação de pessoas para a educação de 45 milhões de crianças, adolescentes, jovens e demais cidadãos que retornam à EJA (Educação de Jovens e Adultos)”, apontou.

Interações regionais

Uma comissão ficou responsável, ao final, de redigir questionamentos e encaminhamentos. Dado o volume dos questionamentos, segundo o professor da Metodista, o seminário cumpriu seu papel, isto é, aprofundou debates e posicionamentos diante de novas questões apresentadas ao processo formativo do magistério brasileiro.

“Espera-se que cada universidade seja cenário de intenso debate e que se ampliem interações regionais, pois não há nenhum lugar do País (cidade, campo, floresta, mundo indígena e quilombola, povos migrantes, ribeirinhos etc) onde não se deva provocar mudanças no sistema de formação para o Brasil real e para as crianças, adolescentes e jovens e adultos reais”, enfatiza Luiz Roberto Alves, que coordenou a redação das diretrizes, com participação de educadores brasileiros.

Além da apresentação das DCNs para a formação inicial e continuada de profissionais do magistério, o encontro enfeixou várias mesas temáticas, como: PNE e Política Nacional, Estágio Supervisionado e Prática como Componente Curricular / Relatos Institucionais / Encaminhamentos, dia 8 de abril. No dia 9, a programação foi distribuída em exposições sobre DCN: Concepções Norteadoras, Eixos e Dinâmicas Formativas; Plano Nacional de Educação, Política Nacional e Projetos de Institucionalização da Formação Inicial e Continuada de Profissionais do Magistério da Educação Básica; Estágio Supervisionado; Prática como Componente Curricular: Experiências e Avaliações; Relatos Institucionais de Universidades.

Acesse a íntegra do seminário no portal do MEC.

Conheça a Resolução CNE/CP 2/2015.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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