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Inovação deve ser aberta e colaborativa, diz pró-reitor em seminário PIBIC/PIBIT

Encontro de ideias diferentes em espaço aberto é o grande detonador da criatividade, afirma Fábio Josgrilberg no Congresso Científico Metodista

18/11/2015 21h35 - última modificação 18/11/2015 21h34

Fábio Josgrilberg: ideias devem fluir sem prejulgamento

Inovação não é tema que frequenta apenas a agenda de empresas em busca de diferenciais. É um desafio também das universidades, que muitas vezes não passam nesse teste porque são lentas nas decisões e esbarram em departamentos muito consolidados. Qual a saída?

“É preciso um espaço próprio para que as pessoas se encontrem, deixem as ideias fluir sem prejulgamentos, inclusive abertas ao erro. É dessa troca, do conflito dos diferentes que se chega a insights criativos”, responde o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Metodista de São Paulo, Fábio Josgrilberg, ao citar como exemplo David Kelley, que diante da resistência da Universidade de Stanford (EUA) levou para o meio do campus um trailer e nomeou-o como Centro de Design para que alunos de todas as graduações interagissem. David Kelley é considerado quem melhor captou e adaptou o termo “design thinking” para revolucionar a forma de pensar em soluções de problemas.

A inovação deve ser um processo multipedagógico, aberto e colaborativo, no entender do pró-reitor da Metodista. “Há nas universidades um ar triunfalista. A tese de doutorado exige que seja algo novo, impecável no mérito e nos objetivos, o que desaprova alguma linha de pesquisa que deu errado. Erro não é necessariamente fracasso. É um passo de um processo”, apontou Fábio Josgrilberg, que conduziu no Congresso Científico Metodista, dia 11 de novembro, o XII Seminário PIBIC/UMESP de Pesquisa e o II Seminário PIBITI/UMESP de Pesquisa, debatendo “O papel da universidade na inovação”.

Sem gênios da lâmpada

Justamente por ser um ambiente diversificado, plural, concentrador de ideias e catalizador de parcerias com agências de fomento à pesquisa, a universidade deve ir a fundo no conceito fundamental da inovação, que é correr riscos e olhar para horizontes de 10 ou 15 anos. Ou seja, o oposto do conservadorismo e da visão de curto prazo. “Ideias quase nunca surgem de um momento de inspiração ou no auge da perspicácia. Grandes ideias são amadurecimentos de pequenas ideias, como que uma incubação de palpites até se chegar a uma visão completa. Isso leva tempo. Não existe o gênio da lâmpada”, descreveu Fábio Josgrilberg.

Correr risco significa não desistir, ensina o pró-reitor. O sucesso de uma startup (empresa iniciante de tecnologia) é de 1 para 20. Na segunda tentativa o fracasso cai para 50% e na terceira, para 25%, citou ele.

Geralmente uma ideia começa com a identificação de um problema. O importante é começar e, depois, perguntar – resultando daí a pesquisa. O pró-reitor exemplificou com um jumento utilizado como táxi em uma praia deserta no Nordeste. “Um mercado novo foi descoberto em uma localidade que não dispõe de qualquer meio de transporte”, descreveu, considerando o jumento um empreendimento de sucesso naquela situação.

A importância da iniciação científica para formar futuros pesquisadores encontra na Metodista parcerias para bolsas junto aos Programas PIBIC (com apoio do CNPQ) e PIBITI (voltado à inovação e tecnologia). A exemplo de 2014, neste ano alunos do Colégio Metodista e bolsistas externos apresentaram suas pesquisas no saguão da Biblioteca Central.

 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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