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Grande ABC deve continuar apostando na indústria, aconselha professor Maskio

Professor falou na Assembleia Docente do segundo semestre, quando também foram anunciadas as novas Escolas Metodista

04/08/2015 22h55 - última modificação 07/08/2015 20h06

Reitor Marcio falou das novas Escolas por área de conhecimento

Em noite de anúncio da nova estrutura organizacional da Universidade Metodista de São Paulo, que passará a segmentar as áreas de conhecimento por Escolas em lugar de Faculdades, a Assembleia Docente do segundo semestre letivo teve como centro de discussões o cenário econômico do País e do Grande ABC que, na visão do professor e palestrante Sandro Maskio, vai persistir retraído. O ajuste fiscal devido à necessidade de o governo equilibrar as contas e a falta de investimento na capacidade produtiva limitam as perspectivas de crescimento.

“O ajuste fiscal é para o curto prazo. Mas não se pode viver de ‘voos de galinha’ (pequenos saltos). O grande desafio do Brasil é pensar e agir no longo prazo para ampliar investimentos, produção e oferta de produtos”, opinou, lamentando ser histórica a baixa capacidade de poupança e investimento do País. O nível está há décadas abaixo de 20%, contra 25% da média mundial e 33,5% dos BRICs (China e Índia à frente), citou professor Sandro em sua apresentação na noite do último dia 3.

Aposta na indústria     

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Prof. Maskio vê continuidade de cenário adverso

Mesmo seriamente atingido pela desindustrialização e altamente dependente da indústria automobilística, a saída para o Grande ABC é apostar na indústria e nos serviços industriais que estimulem novas cadeias produtivas, maior valor agregado e, consequentemente, maiores salários, na visão do professor Sandro. Também apontou como alternativa a produção de tecnologias, embora essa seja uma deficiência em âmbito nacional.

“O Grande ABC precisa criar expertise tecnológica, apesar de ser difícil porque são sete prefeituras que muitas vezes não agem integradas”, citou, dizendo que as universidades teriam papel importante nessa aproximação, já que também atuam isoladamente em seus centros de pesquisa.

Professor da Faculdade de Administração e Economia e coordenador do Observatório Econômico da Metodista, Sandro Maskio historiou o movimento econômico do Brasil e da região, apontando que em 2014, pela primeira vez em 15 anos, o ABC teve déficit na balança comercial devido à crise na Argentina, maior importadora de veículos nacionais. Citou que só na indústria houve corte de 14 mil empregos no ano passado e 10 mil neste primeiro semestre, advertindo que mais de 40% da massa salarial do ABC são gerados por esse setor. De um crescimento de 6,43% do PIB regional em 2008, a taxa é estimada em – 5% em 2014 e em 2015.

Para o País, e cenário é equivalente. Como o governo esgotou o modelo de incentivo à economia com aumento do crédito e do consumo (endividando as famílias), com desonerações tributárias em várias cadeias e com represamento dos preços públicos de combustível, luz e água, entre outros, agora é a vez de fazer o inverso “dessas extravagâncias”, como definiu. Os juros continuarão subindo, as tarifas públicas serão realinhadas ainda mais, o câmbio ficará mais apreciado e as contas públicas serão de difícil controle.

“Cortar despesas é muito difícil no Brasil porque o orçamento é na maioria dirigido para despesas com funcionalismo, previdência, juros da dívida e repasses para Estados e municípios. O ajuste está sendo feito, portanto, com corte nos investimentos”, citou. O repique inflacionário, que deve fechar o ano entre 9% e 9,5%, é resultado da recuperação dos preços públicos e do ajuste do câmbio.

Agradecimentos e Escolas     

Na abertura da Assembleia Docente, o reitor Marcio de Moraes agradeceu a adesão maciça dos professores à Semana de Capacitação Docente, que atraiu 1.200 participações na última semana de julho. No final do encontro, anunciou o novo organograma administrativo-acadêmico da instituição e respectivos coordenadores.

Uma novidade é o professor Fulvio Cristofoli assumindo a frente da Escola de Gestão e Direito, que funde as ex-faculdades de Gestão e Serviços com a de Administração e Economia (Fages-FAE) e agrega o curso de Direito (ex-Faculdade de Humanidades). Professor Fulvio comandava a antiga Fages.

Outras mudanças ocorrem com a professora Blanches de Paula assumindo a Faculdade de Teologia e professor Nicanor Lopes a nova Escola de Comunicação e Humanidades, em lugar de Paulo Rogério Tarsitano (ex-FAC), há 38 anos na Metodista. O reitor agradeceu o empenho dos que estavam se despedindo, incluindo professora Vera Lúcia Morais Salvo, do curso de Nutrição, e professor Luciano Venelli, diretor da antiga FAE. Professor Venelli passa a comandar o curso de Administração dentro da nova Escola de Gestão e Direito.

Confirmando mudanças já realizadas, foram anunciados como novos coordenadores de cursos Mariantonia Chippari (Psicologia), Regis Reis (Engenharia da Produção), Leandro Yanaze (Jogos Digitais) e Sávio Barbosa (Farmácia e também Estética e Cosmética). Como coordenadores de Escolas permaneceram os professores Carlos Santi (Exatas e Tecnologia, que passa a se chamar Escola de Engenharias e Tecnologias de Informação), Rogério Bellot (Ciências Médicas e da Saúde) e Paulo Roberto Garcia (Teologia).

 

 

 

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