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Desenvolvimento infantil ganha atenção especial em Canudos

02/07/2014

02/07/2014 19h55 - última modificação 19/04/2017 20h12

No terceiro dia de atuação dos voluntários do Projeto já foram computados mais de 80 atendimentos. Cerca de dez por cento desse contingente se enquadra no público da equipe da Terapia Ocupacional que trouxe para esta edição avaliação de desenvolvimento visual e motor para crianças de 0 a 4 anos.

Para quem não conhece esta profissão, a terapia ocupacional já perpetua uma história de 40 anos no Brasil e atua com foco na ocupação do sujeito. No caso das crianças, a principal atividade de avaliação está no brincar.

As estudantes da Faculdade de Medicina do ABC Geisa Souza Santos e Priscila Rodrigues do Prado usam duas teorias de desenvolvimento infantil. A Piagetiana, que diz que cada faixa etária possui características de desenvolvimento específicas e de Vigotsky que defende a relação da criança com o meio em que ela está inserida, sendo que este contexto influencia diretamente no desenvolvimento que a criança terá.

A observação é atenta em fatores como estímulos visuais, um dos primeiros sentidos que o humano desenvolve, avaliação motora e reflexos esperados para cada faixa etária. Após atendimento com a criança, as mães recebem orientação acerca da importância do brincar.

A terapia ocupacional não oferece diagnóstico, mas avalia a criança como um todo. Segundo Priscila Rodrigues do Prado, as crianças de Canudos são bem adequadas no meio em que elas vivem com bom desenvolvimento de acordo com a realidade local: “tem criança que oferecemos diversos estímulos e elas não se interessam. Isso acontece porque ela não tem brinquedos em casa e não são estimuladas adequadamente”. Esta é uma caraterística cultural, mas mesmo nesse caso estão adequadas para faixa etária.

A canudense Erica Conceição Silva, mãe da criança de 3 meses Evelyn Suedy Conceição Araújo, se surpreendeu ao descobrir que bebês nessa faixa etária brincam. Após orientação da TO, a mãe fará brinquedos de baixo custo para filha.

A estudante Geisa Souza Santos alerta que um caso de uma criança que ainda não nomeia cores, não é necessariamente um déficit de desenvolvimento visual. “O ambiente a qual ela está inserida e o contexto familiar é inerente ao desenvolvimento e aprendizagem da criança”, explicou. É necessário entrar no contexto da criança para um diagnóstico mais pontual. Se está na escola, perceber se os amiguinhos sabem as cores tal qual a cultura familiar e o convívio social que ela está inserida. “Basicamente todas as crianças que avaliamos são saudáveis no que diz respeito ao desenvolvimento infantil, motor sensorial e visual mesmo as que apresentam casos de desidratação ou desnutrição”, ponderou Geisa.

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