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A caminho de Canudos

24/06/2013

24/06/2013 15h25 - última modificação 19/04/2017 17h05

Cada item a ser levado recebeu sua devida identificação. Foto: Gabriela Rodrigues

Equipe que participa da segunda edição do projeto embarcou neste domingo rumo ao sertão nordestino

Um ônibus levando 44 pessoas e mais de 130 caixas com alimentos, medicamentos, produtos de higiene pessoal e cadernos e canetas deixou a cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, com destino a Canudos, no sertão da Bahia neste domingo. Esta é a segunda edição do projeto que teve início em 2012, em parceria com o Instituto Brasil Solidário.

O coordenador dos projetos de extensão da Faculdade de Saúde, professor Victor Bigoli, conta que “a experiência anterior permitiu que nesta tivéssemos um cuidado ainda maior, deixando a ação mais profissional. Nós entendemos os anseios da comunidade e desde janeiro estamos nos preparando para esses 15 dias de projeto”.

Multidisciplinar, a equipe é formada por 28 alunos dos cursos de Biomedicina, Educação Física, Engenharia Ambiental, Fisioterapia, Jornalismo, Nutrição, Odontologia, Pedagogia, Psicologia e Rádio, TV e Internet; e 10 estudantes da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), coordenados por dois professores e outros quatro profissionais da área da saúde formados pela Metodista.

 

Conhecendo outra realidade

Um deles é José Araújo, nutricionista, e veterano em projetos de extensão – esteve no Rally dos Sertões no ano passado. Para ele, “é interessante o choque que ocorre entre o que se aprende na academia e a realidade. Muitas vezes você tem um grupo fechado de orientações, mas que não se aplicam àquele local. Isso faz com que você tenha que adaptar rapidamente tudo o que aprendeu àquilo que as pessoas têm”.

De Benjamin Constant, no Amazonas, cidade localizada a 1.000 quilômetros de Manaus, Michelle Guimarães, está há um ano e meio em São Paulo, cursando o mestrado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde. Demonstrando uma ansiedade enorme para chegar em Canudos, como ela mesma afirmou, Michelle explicou que faz um trabalho parecido em sua cidade. Entre outras atividades, o grupo preparou atividades como plantão psicológico, rodas de conversa e a realização de uma pesquisa sobre a psicodinâmica familiar da comunidade.

Gabriel Suzuki, estudante da FMABC, a primeira motivação para participar de um projeto como este veio de casa. “Meus pais se conheceram no projeto Rondon, no Ceará, em 1980. Cresci ouvindo histórias do que eles viram lá e de como era o trabalho. Quero não só prestar assistência para a população, mas trazer experiências de convívio e de vida. Foi isso o que os meus pais trouxeram”.

 

Além das ações na área da saúde

Com experiência adquirida no projeto Rondon, a professora Camila Cabello, irá coordenar a equipe de comunicação, composta por alunos de Jornalismo e de Rádio, TV e Internet e duas profissionais formadas pela Universidade, que possuem uma agência de comunicação.

Além da cobertura, uma parceria com a Agência Integrada de Comunicação (AGiCOM), o foco serão  as atividades de educomunicação, como é conhecido este tipo de trabalho, que conta com oficinas de fotografia e vídeo, por exemplo.

“A nossa proposta é montarmos uma equipe com pessoas da comunidade e gravarmos um documentário sobre as mulheres de Canudos e um vídeo ficcional sobre as crianças e a relação com a família”, explica a docente.

Aproveitando as manifestações que têm sido realizadas em diversas cidades do país, a intenção é também dedicar uma oficina à produção de cartazes. “Temos que lembrar que eles têm um ‘berço’ revolucionário, em que se constituíram como uma sociedade alternativa, onde há um resquício de lideranças importantes que surgiram lá”.

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