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Gentileza gera gentileza

30/09/2012

01/10/2012 13h55 - última modificação 01/10/2012 15h27

Gentileza: o primeiro passo é com a família. Foto: Giovanna Verrone

Saiba como pequenas atitudes no cotidiano podem mudar o mundo ao nosso redor

 

Rotina agitada, horários apertados, trânsito, dívidas, conflitos familiares. Diante de tantos desafios diários, são diversos os motivos que acabam embrutecendo os sentidos das pessoas na vida cotidiana. Muitas vezes não enxergamos alguém que precisa de ajuda por estarmos completamente absortos em nossos próprios pensamentos e problemas. E deixamos de lado atitudes básicas, porém importantes, como dizer bom dia ou segurar a porta do elevador para o vizinho.

Para o professor da Faculdade de Humanidades e Direito da Universidade Metodista de São Paulo, Oswaldo de Oliveira Santos Jr., o que possibilita a vida em sociedade é justamente o respeito à existência do próximo. “O princípio da cidadania é compreender a importância do outro para a minha própria existência”, explica. “Um lugar onde as pessoas se ajudam e colaboram umas com as outras é muito melhor do que aquele onde impera o egoísmo.

”Na religião cristã, a concepção de gentileza não é diferente. “Os evangelhos nos ensinam a enxergar as pessoas como seres humanos e não como coisas que podem ser descartadas. Somos todos iguais”, afirma Oliveira.

Mensageiro da gentileza

Na década de 1980, José Datrino, mais conhecido como “Profeta Gentileza”, ficou famoso pela frase “Gentileza gera gentileza”. Nascido no interior de São Paulo, onde teve uma infância sofrida, o ex-andarilho ficou célebre no Rio de Janeiro. Nessa cidade, suas marcas registradas eram a túnica branca e a longa barba grisalha. Gentileza escrevia frases motivacionais nos viadutos cariocas e pregava mensagens de paz, amor e respeito ao próximo em praças e no transporte público. Datrino morreu em 1996, mas deixou discípulos de suas práticas, como a ONG Gentileza gera Gentileza. Para o profeta, nenhum gesto de gentileza, por menor que seja, é perdido. Segundo o professor Oswaldo de Oliveira Santos Jr., atitudes bondosas geram um círculo virtuoso. “Ao garantir e respeitar os direitos das outras pessoas, estamos exercitando o amor ao próximo em nosso cotidiano”, diz.

Pequenas atitudes que fazem diferença

Ensinar os filhos a ceder o lugar para o idoso nas filas ou no transporte, ajudar alguém a atravessar a rua e dizer sempre "por favor" e "obrigado". Estas são lições essenciais que podem fazer do mundo um lugar melhor." Creio que a educação é um dos caminhos para o exercício e aprendizadoda convivência", afirma Oswaldo de Oliveira Jr.

Trabalhar como voluntário em alguma instituição também é uma atitude transformadora. "Levar gentileza a quem necessita é uma maneira de promover os direitos humanos e a cidadania plena”, completa o professor.

Luíza Canel, 52 anos, é voluntária há três anos no Hospital Rudge Ramos. Durante este tempo, ela conseguiu perceber a diferença que a gentileza faz no cotidiano dos pacientes. “Quando um médico é educado, cumprimenta com simpatia e sorri, ele leva alegria para aqueles de quem cuida”, comenta.

 

Giovanna Verrone

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