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Favelas abrigam 6% da população brasileira

15/10/2012

12/11/2012 18h20

Favela do Bairro do Montanhão, em São Bernardo do Campo, uma das 600 da região do ABC paulista. Foto: Maristela Caretta

Segundo IBGE um quarto da população do ABC vive em condições precárias

O processo de favelização não é novo, porém o crescimento aconteceu no fenômeno de urbanização intenso que o País passou nos anos 50, quando os governos levaram uma grande quantidade de pessoas para os grandes centros urbanos sem que houvesse um planejamento prévio.

O processo de consolidação e aumento das favelas no Brasil começou entre as décadas de 1940 e 1950, com a chegada de um segundo grande contingente de imigrantes atraídos pela expansão industrial do Brasil. Ao mesmo tempo, começou o êxodo rural, com centenas de brasileiros saindo do campo para tentar a vida na cidade grande. Sem dinheiro para comprar casa ou pagar aluguel, essas pessoas se juntaram aos descendentes de antigos escravos e começaram a se instalar nas encostas de morros das grandes capitais, bem como viver em casarões transformados em cortiços.

Segundo o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 11,6 milhões de brasileiros vivem em lugares considerados irregulares. A região Sudeste abriga 49,8%das favelas, sendo 23,2% das casas localizadas no Estado de São Paulo. Na região do ABC paulista, 620 mil pessoas vivem em “aglomerações suburbanas”, formando mais de 600 favelas espalhadas nas cidades de Diadema, São Bernardo, Santo André e Mauá. São Caetano não possui favelas, mas ali existem 122 cortiços.

De acordo com dados de 2010 do IBGE, 88,3% das favelas no Brasil têm abastecimento de água, 67,3% possuem esgoto e 72,5% contam com energia elétrica. “A construção desordenada de barracos faz com que a favela se torne um lugar sem condições para abrigar serviços básicos funcionando plenamente, como calçamento, postes de iluminação e saneamento básico”, comenta Claudete Pagotto, professora de Ciências Sociais da Universidade Metodista de São Paulo. De acordo com a pesquisadora, quem mora na favela gostaria de viver em outro local. “É o tipo de moradia que a população de baixa renda consegue bancar com o salário que recebe e muitas vezes é o lugar mais próximo do trabalho”, afirma.

Programas sociais

Desde 2007, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo federal já destinou mais de R$ 20 bilhões para projetos que visam a melhorias em favelas e moradias em áreas de risco, investindo em sistemas de saneamento básico, prevenção de desabamentos, urbanização de assentamentos precários e programas como o Minha Casa, Minha Vida, que entregou mais de 900 mil moradias.

Algumas Organizações Não-Governamentais também atuam na luta contra a desigualdade na moradia, como o programa TETO, que desde 1997 procura ajudar pessoas carentes com programas sociais. “O TETO trabalha em sistema de mutirão para arrecadar verba para a compra de material de construção. Depois, todos ajudam na construção da casa dos membros da ONG. Nosso principal objetivo é o desenvolvimento comunitário para que o lar seja o primeiro passo para uma mudança de vida”, afirma Daniella Dolme, diretora de Comunicação da organização.

 

Giovanna Verrone

 

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