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Luiz Marinho apresenta Plano de Habitação Social de São Bernardo na Metodista

30/03/2011

30/03/2011 18h31

Metodista recebe Audiência Pública. Foto: Maristela Caretta

“A cidade não para, a cidade só cresce”. O verso de Chico Science que ecoava nesta terça-feira (29) no sistema de som do Auditório Sigma, da Universidade Metodista, parecia prever o evento da noite: o prefeito Luiz Marinho (PT) e sua secretária de Habitação, Tássia Regino, apresentaram o Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS) em uma audiência pública, aberta à população, que compareceu ao evento: quase todos os 232 lugares do auditório estavam ocupados.

O diretor da Faculdade de Administração e Economia da Universidade Metodista e representante da Instituição no Conselho Municipal da Cidade e do Meio Ambiente (ConCidade), Luiz Silvério Silva, estava presente à mesa de debates, juntamente com a professora doutora da Universidade Federal do ABC, Rosana Denaldi, a professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Gislaine Magalhães, além da coordenadora do PLHIS, Carla Sanches.

Luiz Silvério abriu os trabalhos da noite afirmando que o Estado tem o dever de intervir na sociedade, e que o evento era um reflexo da ação do Estado, aproveitando para cumprimentar o governo por enfrentar os problemas habitacionais da cidade. Silvério defendeu que a prefeitura faça políticas integradas na área de habitação, passando a palavra ao prefeito Luiz Marinho.

Marinho iniciou sua fala solicitando à todos que se levantassem e fizessem um minuto de silêncio, em homenagem ao ex-vice-presidente José Alencar, que faleceu na tarde de ontem. Na sequência, apresentou o PLHIS, abordando sua urgência e ineditismo, defendendo a máxima tantas vezes proferida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Nunca antes na história deste país” – neste caso, desta cidade.

O programa prevê uma série de investimentos até o ano de 2025, como forma de diminuir o déficit habitacional que a cidade enfrenta, voltado para a inclusão de pessoas de baixa renda, não atendidas pela economia formal. Para isso, diversos estudos foram realizados, com o mapeamento das áreas ocupadas irregularmente, da quantidade de famílias que moram em áreas de risco ou inapropriadas e as áreas disponíveis para ocupação.

Os números detalhados foram apresentados em seguida pela secretária de Habitação, Tássia Regino. Mais de 70 mil de unidades habitacionais de assentamento são consideradas precárias no município, o que representa 34% de habitações irregulares. A maioria se concentra nos bairros Montanhão, Alvarenga e Batistini, grande parte em áreas de manancial.

Para reverter esta situação, o programa necessita de um orçamento total de R$ 4 bilhões até o ano de 2025, que virão do orçamento do município, do governo federal e estadual, com quem a prefeitura mantém conversas. A partir de 2012, 2,5% do orçamento de São Bernardo será destinado ao programa, enquanto a média nacional de investimento em habitação por parte das cidades é de 0,1%.

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