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Filosofia da Libertação e seus desafios atuais são temas de debate na Metodista

17/06/2011

17/06/2011 20h45 - última modificação 20/06/2011 12h53

Professor Edward Demenchonok, da Universidade Fort Valley State, dos Estados Unidos. Foto: Lara Molinari

“As culturas não são as causas dos conflitos, mas os políticos é que as usam como desculpa para os desentendimentos”. Esta é ao opinião do professor Edward Demenchonok, da Universidade Fort Valley State, dos Estados Unidos, que participou nesta sexta-feira, dia 17 de junho, do debate “Os desafios atuais da Filosofia da Libertação”, no Auditório do Campus Vergueiro da Universidade Metodista de São Paulo. 

Demenchonok passará este mês no Brasil para conhecer o País e estabelecer contatos com professores da área de Filosofia. “O professor é conhecedor do pensamento latino-americano e está aproveitando a oportunidade para colocar em prática na sua vida o que tem estudado: a diversidade cultural e a busca de um convívio mais harmonioso mediante esse diálogo com outras culturas”, afirmou o professor Antonio Joaquim Severino, da Universidade de São Paulo e um dos debatedores. 

Os participantes acompanharam a exibição do documentário “Diálogo entre Culturas: paz, justiça e harmonia”, sobre a 8ª edição do Congresso Mundial da Sociedade Internacional para o Diálogo Universal (ISUD, sigla em inglês), que, entre outros assuntos, discutiu a ideia de que o pensamento ocidental não pode mais ser hegemônico e que há a necessidade de se promover um diálogo intercultural. 

Edward ressaltou que “a América Latina deveria ter a sua própria filosofia” e entende que os países da região “devem buscar o melhor caminho para solucionar os diferentes problemas e contribuir com o desenvolvimento, seja social ou econômico, sempre a partir de suas próprias perspectivas.”

Segundo o docente, entre os principais temas discutidos pela Filosofia da Libertação estão a relação entre as filosofias existentes e seus contextos culturais; Filosofia da História; e atores sociais e sujeitos históricos. “Nos últimos 20 anos, fala-se muito sobre as culturas se relacionarem dialogicamente. Uma deve colaborar com a outra e aprimorar o desenvolvimento de ambas.”

O evento foi promovido pelo Núcleo de Educação em Direitos Humanos - NEDH, Programa de Pós-Graduação em Educação, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, Faculdade de Humanidades e Direito e Faculdade de Teologia da Igreja Metodista. 

Além do professor Antonio Severino, participaram das discussões os professores da Metodista Lauri Emilio Wirth, Roseli Fischmann e Oswaldo de Oliveira Santos Junior.

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