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Michel Labrecque abre debate da manhã do Mídia e Violência

24/03/09

24/03/2009 18h25 - última modificação 24/03/2009 19h26

Crédito: Divulgação

Com a presença de uma plateia atenta, jornalista de renome nacional e internacional, como Caco Barcellos; Steven Salisbury  e Michel Labreque, mediados pelo professor Jorge Roberto Tarquini, iniciaram a jornada de debates do Seminário Mídia e Violência, na manhã de hoje, no Salão Nobre, da Universidade Metodista de São Paulo.

O evento, que gira em torno da cobertura da violência por parte da mídia e teve início com a fala dos cônsules do Canadá e Estados Unidos, parceiros na Instituição na realização do encontro. Eles destacam a importância da liberdade de imprensa e a responsabilidade em envergar a profissão nos dias de hoje. “Ser jornalista no mundo de hoje é difícil, mas extremamente necessário. É preciso saber aproveitar a oportunidade para repensar como a questão da violência é tratada e apontar soluções”, explicou a cônsul do Canadá Abina Dann.

Formada a mesa debatedora, o primeiro a falar foi o repórter da rádio Canadá, Michel Labreque, que contextualizou a realidade de seu país. Morador de Montreal, parte canadense cujo idioma oficial é o francês, Michel afirmou não ser um especialista em violência, mas como repórter, que já teve fez coberturas em diversos países, tem uma certa experiência ligada ao tema (violência), que, em sua opinião, é um assunto recorrente no Brasil.

Segundo o repórter, os índices de homicídios em Montreal são os mais baixos dos últimos 40 anos, cerca de, 49 assassinatos em 2008. No entanto, mesmo com um alto grau de respeitabilidade por parte dos cidadãos, a polícia é criticada por agir, em alguns casos, com excesso de rigor contra jovens negros da periferia. “A mídia trata alguns casos de uma forma, que você chega a pensar que o bairro de Montreal Norte é tão perigoso como as favelas do Rio de Janeiro. Então você tem que se perguntar, será que a mídia cobre tudo isso de forma coerente?”, explica.

Acompanhe os principais momentos via Flickr (www.flickr.com/midiaeviolencia), Twitter  (http://twitter.com/metodista), pelo Portal Metodista e pelo Rudge Ramos Online (www.metodista.br/rronline).

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