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Sustentabilidade e Adaptação às Mudanças do Clima

04/06/09

04/06/2009 20h20 - última modificação 04/06/2009 20h25

Por Vicente Mazione Filho 

Não se fala em meio ambiente hoje sem abordar o tema mudança climática. O aquecimento global causado pelas emissões antrópica de gases de efeito estufa já está mudando o clima do Planeta. Sinais desta mudança são vistas e medidas por cientista em todo o mundo e já afetam a economia, o meio ambiente e a sociedade.

O cientista inglês James Lovelock afirma em seu último livro “The Vanishing Face of Gaia” que observações feitas em campo atestam que o nível do oceano subiu mais de quatro centímetros entre 1990 e 2008. Ele argumenta que elevação do nível do mar é a melhor medida disponível para medir o calor absorvido pela Terra, pois tem somente duas causas: o derretimento das geleiras em terra e a expansão do oceano à medida que ele aquece.

O cientista contesta ainda os dados apresentados pelos modelos computacionais compilados pelo IPCC em 2007, pois as previsões feitas não estão de acordo com as evidências obtidas por cientistas cujo trabalho é medir e observar o que acontece no campo. Estas medidas são piores do que o previsto. Ele questiona, ainda, se é sábio governos basearem políticas públicas olhando mais de 40 anos a frete em previsões feitas por modelos que são reconhecidamente incompletos. Assim, o argumento dele é que governos e sociedade devem se preparar desde já para adaptar-se a um clima mais hostil em poucas décadas.

É possível afirmar que os eventos climáticos ocorridos em Santa Catarina em 2008 e as recentes chuvas constantes em alguns estados do Norte e Nordeste estão relacionados com a mudança climática? A resposta é que não se pode falar que estão mas também não se pode falar que não estão. O que se pode afirmar com certeza é que estes fenômenos climáticos extremos acontecerão com maior frequência nos próximos anos e décadas.

Percebemos claramente ao assistir pela TV a devastação causada por estes eventos, que nossas cidades e comunidades estão bastante vulneráveis aos impactos de eventos climáticos extremos. Deste modo, torna-se necessário à identificação de áreas vulneráveis a secas, enchentes, furacões, etc e também à construção de capacidades em indivíduos e das cidades para a adaptação aos efeitos da mudança do clima. Isso ainda não é prioridade na agenda das políticas públicas no país.

Soma-se a isto a dificuldade dos agentes econômicos reduzirem suas emissões de gases de efeito estufa provenientes da queima do petróleo, carvão mineral, gás natural, do uso de fertilizantes na agricultura e da queima de florestas nos países tropicais. O processo de desenvolvimento do século passado baseados em tecnologias intensivas em carbono deve ser abandonado, em favor de um desenvolvimento baseado em tecnologias de baixo carbono, tais como energia renovável. Neste sentido o economista inglês Nicholas Stern sugere algumas ações práticas e de possível implementação no curto prazo para a transição para uma sociedade de baixo carbono ainda neste século.

Por fim, a sustentabilidade da sociedade tal qual conhecemos está em risco. Torna-se urgente iniciar ações e estudos de adaptação em escala local, nas cidades e ao mesmo tempo, em nível nacional iniciar a implementação de políticas e incentivos para tecnologias de baixo teor de carbono.

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