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Jornalismo na área da Comunicação é tema do primeiro dia de debates

21/11/2008

21/11/2008 17h43 - última modificação 21/11/2008 17h43

Prof. Marques de Melo foi um debatedores do 2º dia do SBPJor (Crédito:Mariana Viola)


 Na primeira mesa temática de debates do 6º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, na manhã de quinta-feira (20), o assunto foi ‘O Jornalismo na área da Comunicação’. Participaram do evento Juremir Machado da Silva, da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Elias Machado, da UFSC (Universidade Federal de São Carlos) e José Marques de Melo (Universidade Metodista). A mediação foi do presidente da SBPJor, Carlos Franciscato.


Os debatedores falaram das mudanças na área da pesquisa de Jornalismo, como os critérios de escolhas para as bolsas concedidas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), a metodologia utilizada pelos pesquisadores brasileiros e as especificidades da área da comunicação.
Para Juremir Machado da Silva, as verbas públicas das agências que patrocinam os estudos são poucas para o tamanho da demanda que existe. “Precisamos produzir, ganhar território político para divulgar a importância da pesquisa no campo da Comunicação”, declarou.


“O nível de competitividade no ramo da pesquisa é selvagem. As pessoas produzem para estar entre os mais citados e não estão preocupados com a qualidade do estudo. Temos que estar atentos aos resultados dos nossos trabalhos”, afirmou Silva.
Elias Machado disse que  é fun­damental entender a diversidade da Comunicação e aceitar a especificidade. “Com o cinema, por exemplo,  poderíamos aprender técnicas para melhorar os telejornais”, disse.Ainda de acordo com Machado, é preciso estabelecer os parâmetros da pesquisa em Jornalismo. “Só com alto estima irão respeitar a nossa área. As pessoas desconhecem a prática profissional do jornalista, e muitas vezes acabam dizendo que em seis meses se aprende a ser um”, avaliou.


Segundo José Marques de Melo, os estudantes que se formam não têm paixão e não querem ser jornalistas. “Devemos pensar em fazer um jornal que não seja só para a elite. Provar que somos úteis para a sociedade. Manter a pesquisa em Jornalismo na área da Comunicação durante muito tempo foi uma forma de defesa para que continue a existir. Mas, agora temos que buscar a nossa identidade participar em todas as instâncias da área, porque o nosso maior desafio é a representação política”, disse Melo.

Tendências do jornalismo -   Na tarde desta quinta-feira (20), foram realizadas 20 sessões de trabalhos, que discutiram temas diversos e reuniram pesquisadores de diferentes localidades. Entre as pesquisas, destacaram-se temas como: 200 anos da Imprensa Brasileira, práticas e técnicas jornalísticas, liberdade de imprensa, cibermeios jornalísticos, identidade do público, coberturas midiáticas, telejornalismo, ensino de Jornalismo, Jornalismo de Revista, entre outros.Na sessão ‘Tendências do Radiojornalismo’, foi discutido o formato all-news no rádio brasileiro, novas tecnologias e as emissoras do campo público e as perspectivas e linhas atuais. 

Em uma das apresentações, a pauta foi o início do rádio digital no Brasil. Segundo uma pesquisa realizada com os ouvintes da rádio Itatiaia, em Minas Gerais, a maioria dos ouvintes disse ser a favor da implantação da rádio digital por causa da liberdade de participação direta em sua programação. “Durante a realização das entrevistas achamos a opinião de um ouvinte muito interessante. Ele disse que: ‘precisamos de um jornalismo verdadeiramente tridimensional, vistos de todos os ângulos possíveis’. A porcentagem de ouvintes que participou da pesquisa voluntária foi maior que 50%, o que é um número muito alto”, contou Wanir Campelo, professora doutora em Lingüística Aplicada pela UFMG.


Em outra sessão, foram debatidas as idéias de Michel Foucalt sobre o Jornalismo. A pesquisadora Mayra Rodrigues Gomes, doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, disse que embora o pensador não tenha se dedicado ao estudo da área fez dela uma imagem complexa. Segundo o trabalho, o filósofo mostrou “o jornalismo como a manifestação extrema de que, no projeto emancipatório, a vigilância democrática era uma utopia”.

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