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Aula na Metodista debate conflito no Líbano

06/09/2006 13h48

Uma aula aberta para alunos de diversos cursos de Graduação da Metodista que cursam disciplinas eletivas e para alunos do Colégio debateu o conflito no Líbano.

Organizado pelo Núcleo de Formação Cidadã e Pastoral Universitária, o evento ocorrido no dia 5 de setembro trouxe até a Universidade o Sheik Jihad Hammadeh, vice-presidente da assembléia Mundial da Juventude Islâmica da América Latina. Além disso, estiveram presentes para discutir o assunto o professor Oswaldo de Oliveira Júnior, do NFC e integrante do Comitê de Solidariedade aos Povos Árabes, e a professora Fátima Aparecida Pighinelli Azar, coordenadora do Comitê Permanente de Avaliação e que estava na Síria no dia da deflagração do conflito.

A importância desta aula foi destacada pelo coordenador da Pastoral, rev. Luiz Eduardo Prates da Silva. “Além de formar profissionais qualificados, devemos contribuir para que essas pessoas sejam excelentes cidadãos, que estão sintonizados com os acontecimentos e que tomam posições”, destacou.

O professor Oswaldo foi o primeiro a falar e contou sobre a origem do conflito, declarando que essa guerra não é de ordem religiosa, mas econômica. Ele falou sobre a importância de conscientizar a população sobre esse assunto. “Precisamos refletir e fazer uma educação para a tolerância, solidariedade, convivência e paz”, disse.

O Sheik Jihad contou um pouco sobre a história dos conflitos no Oriente Médio, mostrou a posição do povo libanês neste conflito, a origem do grupo de resistência Hezbolah entre outras coisas. Concordando com o professor Oswaldo, o Sheik explicou a convivência entre as religiões na região. “Cristãos, judeus e mulçumanos viveram pacificamente por muitos anos. Essa guerra realmente não é religiosa.” O Sheik passou um vídeo mostrando os cruéis resultados da guerra.

Por último, a professora Fátima contou sua experiência na região. Quando o conflito começou, no dia 13 de julho, a professora estava na Síria e iria para o Líbano dias depois. “Não cheguei a ver muita violência, mas percebi as feridas na alma que aquele conflito deixou”, falou. Ela contou que as transmissões televisivas do conflito se davam durante todo o dia e que mesmo sem entender a língua local pode perceber o que estava acontecendo.

No dia da Aula Aberta foi inaugurada uma Campanha Humanitária de ajuda às vítimas da guerra no Líbano, que seguirá até o dia 23 de setembro. A Pastoral estará recebendo alimentos não perecíveis em caixas instaladas nas portarias da Metodista e no Hall do Edifício Delta, Campus Rudge Ramos.

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