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Metodista instala aparelho telefônico especial para deficientes

30/06/2006 20h06 - última modificação 26/09/2006 17h39

Iara utiliza o aparelho

A Universidade Metodista de São Paulo está sempre preocupada em atender as necessidades das pessoas com deficiência que circulam pelos Campi. Atualmente, são 40 funcionários com deficiência, mas novas contratações já estão em processo, além dos cerca de 30 alunos. A tendência desses números é aumentar a cada ano.

Para facilitar a vida dessas pessoas dentro da Universidade, principalmente para deficientes auditivos, foi instalado no mês de maio no Centro de Convivência do Campus Rudge Ramos um aparelho para auxiliar essas pessoas na hora de fazer ligações pelo telefone público.

O aparelho, localizado próximo aos sanitários do Centro de Convivência, funciona como um decodificador, que transforma a escrita em áudio. O usuário faz as ligações pelo telefone público, mas coloca o gancho no aparelho. Por meio de um teclado, ele escreve o que deseja conversar e essa informação vai para uma telefonista ou direto para o ouvinte.

No primeiro caso, a telefonista é acionada se a pessoa “do outro lado da linha” não tem esse aparelho. Isso normalmente acontece, principalmente se o deficiente for conversar com um ouvinte (pessoa sem deficiência).

Já no segundo caso, se as duas pessoas possuírem o aparelho, a mensagem é enviada automaticamente. Silvio Campion, funcionário da Diretoria de Tecnologia e Informação e responsável peal instalação do aparelho explica: “Mas é necessário que as duas pessoas marquem um horário, já que o deficiente auditivo não vai conseguir ouvir o toque do telefone”.

A aluna de Educação Física e funcionária da Biblioteca Ecumênica Iara Fagundes de Sousa Silva testou o aparelho e aprovou. Ela tem perda auditiva de severa a profunda. “É ruim depender dos outros. E agora, quando eu quiser conversar com o meu marido que é surdo ou com meus irmãos, que também têm deficiência, fica mais fácil.”

Para a assessora pedagógica para a Inclusão da Pessoa com Deficiência, Elizabete Cristina da Costa, essa conquista é importante para possibilitar a comunicação dessas pessoas com a comunidade. E reforça a necessidade de se valorizar cada ser humano. “Entendo que a deficiência não deve ser motivo para hierarquização de pessoas (melhores ou piores), afinal todos temos deficiências - isto é inerente à condição humana. O importante é valorizarmos nossas diferenças como expressão da diversidade humana (toda pessoa tem habilidades).”

O aparelho de nome MINICOM IV - Ultratec, também denominado TTY e TDD e importado e é de posse da Telefônica, que instalou o aparelho. Os Campi Vergueiro e Planalto também devem receber mais esse benefício.

O processo pode parecer complicado, mas tanto Silvio quanto Iara dizem que quem tem essa deficiência já está acostumado com o aparelho.


Clique aqui e tenha informações sobre a acessibilidade do site para pessoas com deficiência.
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