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Semana de Filosofia já tem inscrições abertas

A Universidade Metodista de São Paulo, por meio da Faculdade de Filosofia e Ciências da Religião, promove, entre 27 de setembro e 1º de outubro, a VIII Semana de Filosofia com o tema “Filosofia, Utopia, Heterotopia: projetos e aporias políticas contemporâneas”.

10/09/2004 18h07 - última modificação 10/03/2006 15h53

A Universidade Metodista de São Paulo, por meio da Faculdade de Filosofia e Ciências da Religião, promove, entre 27 de setembro e 1º de outubro, a VIII Semana de Filosofia com o tema “Filosofia, Utopia, Heterotopia: projetos e aporias políticas contemporâneas”.

O objetivo do evento é promover um intercâmbio entre a Metodista e outras instituições que têm curso de Filosofia.

O encontro terá a presença de professores da Metodista, da USP, UNESP e UNICAMP. Os subtemas serão discutidos em conferências sobre “Cinismo e falência da crítica”, “O marxismo ocidental e os impasses da política: a práxis na era de integração do proletariado”, “Filosofia, Utopia e as assim chamadas Ciências Humanas”, “Utopia e Filosofia Contemporânea”, “Rosa Luxemburg, socialismo e democracia” e “A cidade das Leis como retorno à physis originária”.

Para participar basta fazer a inscrição gratuita na secretaria do curso de Filosofia pelo telefone (11) 4366-5891 ou e-mail filosofia@metodista.br.

Confira a programação:

Dia 27 de setembro
Local: Salão de Leitura – Edifício Gama

19h30 – Abertura:
Lauri E.Wirth (Diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências da Religião/UMESP)
Marcelo Carvalho (Coordenador do Curso de Filosofia/UMESP)

19h45 – Conferência: Cinismo e falência da crítica
Conferencista: Vladimir Safatle (USP)

Ementa:
A reflexão sobre o bloqueio da posição de um horizonte de reconciliação utópica deve partir da estrutura contemporânea do cinismo. Uma configuração adequada do cinismo nos mostrará como o verdadeiro problema da ação passa atualmente pela compreensão de que o discurso ideológico hegemônico é hoje discurso da ironização absoluta dos modos de vida. O que nos coloca diante de uma questão maior: como lutar contra um poder que ri de si mesmo?


Dia 28 de setembro
Local: Salão de Leitura – Edifício Gama

19h30 – Conferência: O marxismo ocidental e os impasses da política: a práxis na era de integração do proletariado
Conferencista: Ricardo Musse (USP)

Ementa:
O modelo histórico de prática política das Internacionais marxistas esgotou-se. Atestam isso tanto o desmoronamento do socialismo real como os recorrentes movimentos de integração do proletariado. A outra vertente, conhecida como marxismo ocidental, tem hoje, pela primeira vez, uma aceitação e uma hegemonia inconteste. No entanto, uma questão permanece aberta: como essa corrente posiciona-se ante a política?


Dia 29 de setembro
Local: Salão de Leitura – Edifício Gama

19h30 – Conferência: Filosofia, Utopia e as assim chamadas Ciências Humanas
Conferencista: Lelita Oliveira Benoit (UMESP)

Ementa:
A gênese positivista das ciências humanas transpassa-se à construção teórica de projetos de Cidades utópicas. Assim, no século XIX, de Henri de Saint-Simon a Ildefonso Cerdà, pretendeu-se que o planejamento político da sociedade, oriundo da classe trabalhadora, deveria ser substituído por modelos ideais de Cidade, construídos a partir de orientações provindas conjunto das ciências humanas. Hoje, quando tal projeto teórico-utópico parece ter fracassado, ao menos sob os seus aspectos essenciais, caberia perguntar se, frente à barbárie capitalista, estariam agora certos aqueles que, como Weber _ e sob a égide do desencatamento quanto ao tópos futuro da sociedade _ escolheram refugiar-se na via kantiana do conhecimento puro _ ou da pura compreensão, renunciando assim à práxis transformadora.


Conferência: Utopia e Filosofia Contemporânea
Conferencista: Marcelo Carvalho (UMESP)

Ementa:
Apesar de apresentar com alguma freqüência projetos e utopias políticas, apenas a partir do fim do séc. XVIII, na constituição do que se costuma chamar de filosofia contemporânea, a o discurso filosófico se coloca como tarefa "pensar o momento atual como problema filosófico", na formulação de Foucault. Coloca-se como questão perguntar pelos pressupostos que conduzem a essa profunda alteração nos limites da filosofia tradicional e que a jogam no seio do presente, movimento cujo ápice será o projeto de pensar-se como prática e recusar o próprio discurso sobre a utopia.


Dia 30 de setembro
Local: Salão de Leitura – Edifício Gama

19h30 – Conferência: Rosa Luxemburg, socialismo e democracia
Conferencista: Isabel Loureiro (UNESP)

Ementa:
Rosa Luxemburg, herdeira e continuadora da teoria marxista, está na origem do pensamento socialista democrático no século XX. Contra o burocratismo das organizações partidária e sindical, ela enfatizava a iniciativa popular, tornando-se assim símbolo da oposição de esquerda nos países do antigo bloco comunista. Hoje no Brasil quando os socialistas governamentais no poder se limitam a aplicar automaticamente o programa do capital, deixando de lado até as reformas, o pensamento de Rosa Luxemburg. adquire uma nova e inesperada atualidade, não só pela ênfase na autonomia criadora das massas em ação, mas também pela defesa incisiva da revolução socialista, entendida como uma transformação ao mesmo tempo econômica, política e moral da sociedade capitalista.


Dia 1° de outubro
Local: Iota

19h30 – Conferência: A cidade das Leis como retorno à physis originária
Conferencista: Hector Benoit (UNICAMP)

Ementa:
A cidade proposta no diálogo Leis de Platão, enquanto projeto radical de uma nova pólis, pensa sobre novas bases as relações entre physis, nómos e tékhne, procurando mostrar que o domínio demarcado pelos atos dos homens - aquele da lei e da arte- não necessariamente constitui um território antagônico àquele que chamamos de physis ou "natureza". Nesse sentido, a fundação de uma nova cidade conduz os personagens das Leis à aventura ontológica de reencontrar o conceito originário de physis: a força que cresce e se expande, tanto a planta, o animal como o homem, a história e os deuses

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