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Movimento maker une pessoas com mesmo propósito, explica executiva da WeFab

Palestra mostra como o “do it yourself” evoluiu para o “do it together”

05/11/2018 17h35 - última modificação 05/11/2018 17h39

Consultora em inovação mostrou como o “do it yourself” evoluiu para o “together”

Quando o terremoto seguido de tsunami atingiu o Japão em março de 2011, o governo não dispunha no início de informações sobre a gravidade do fenômeno, que havia alcançado inclusive a usina nuclear de Fukushima. Foi quando voluntários preocupados com o nível de contaminação (que se soube depois atingiu grau 7, de acidente muito grave) se uniram e construíram online uma espécie de dosímetro, ou medidor de exposição à radioatividade. Os dados iam subindo para a nuvem de forma a serem acessados e interpretados por cientistas e, afinal, os moradores das regiões afetadas pudessem ter conhecimento dos fatos.

É com esse exemplo de projeto replicado em espaço maker que a consultora em inovação Luciana Hashiba gosta de explicar como o antigo “faça você mesmo” evolui para o “façamos todos juntos”. O movimento maker, como passou a se definir, conecta pessoas que têm propósitos semelhantes e compartilham experiências para fazer determinado projeto se materializar.

“O Faça Você Mesmo se potencializou em 2006 a partir da internet. Pessoas que faziam o Do it Yourself passaram a interagir com outras pessoas, virando o Do with the others”, explicou Luciana em palestra na noite de 25 de outubro passado sobre Movimento Maker e Inovação, dentro da série de palestras do Metô XP da Universidade Metodista de São Paulo. Introduzida à gestão estratégica de inovação quando atuava no setor de embalagens da Natura, Luciana se dedica hoje à educação, inovação e empreendedorismo por meio da WeFab.

WeFab é a primeira consultoria maker no Brasil e adota como missão o “jeito diferente de fazer as coisas”. Falando sobre a Incubadora Mondó da Metodista, ela disse que o movimento maker busca complementar startups na estrutura de trabalho-tentativa-erro e aprendizado muito rápido, com custos baixos e velocidade alta. “O movimento maker tem muito a ver com isso, porque proporciona não só para o hardware mas também para o digital metodologias que ajudam a fazer as coisas de maneira sistematizada e mais proveitosa no fim”, afirmou, acrescentando que makers valorizam a atitude, o pensamento e o modelo de metodologia, muito mais do que a ideia em si.

Os interesses são diversos, indo do hobby à filantropia e a um objetivo comercial. A maior corrente maker tem sido de projetos de educação, por entender que o movimento pode empoderar o indivíduo, fazendo-o capaz de elaborar coisas que desconhecia, segundo Luciana Hashiba. “As áreas fortes são de tecnologia digital e eletrônica, mas há FabLab muito forte focado em marcenaria digital: você planeja no digital e o corte é feito na FabLab”, discorreu, ao mostrar como makers adaptam a tecnologia às necessidades e a integram às vidas das pessoas.

Algumas regras autodefinem a atuação da WeFab:
• Não usa post-it, faz ideação por meio de protótipos de baixa fidelidade;
• Não faz imersão ou visitas a campo, traz experts e usuários para validar protótipos em ambiente controlado;
• Não permite longas conversas sem algo materializado nas mãos. Se há uma conversa mais longa é sobre um protótipo, não sobre uma ideia;
• Não discute se uma ideia é boa ou ruim sem prototipá-la por inteiro ou em parte;
• Prototipa ideias sem selecionar; coloca nas mãos de experts e usuários e então as discute e seleciona;
• Uma ideia não vale nada; um protótipo vale muito mais que 100 ideias ou slides de PPT.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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