Ferramentas Pessoais

Você está aqui: Página Inicial / Matemática / Notícias / Medalhistas exploram ao máximo o talento pela matemática

Medalhistas exploram ao máximo o talento pela matemática

Olimpíada Brasileira é coordenada regionalmente pela Universidade Metodista de São Paulo

28/08/2017 16h55 - última modificação 31/08/2017 17h41

Profs. Débora e Nicanor entregaram medalhas aos premiados

A percepção de que dominar o mundo dos números é importante para todas as profissões não é tudo na vida de 6.502 adolescentes e jovens premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) de 2016. Eles vão além e exploram ao máximo o talento que têm para somar, elevar à milésima potência, encontrar paralelas e calcular juros compostos. Isso fez a diferença na conquista das medalhas de ouro, prata e bronze que receberam na tarde de 26 de agosto em evento promovido regionalmente pela Universidade Metodista de São Paulo.

O talento começa a ser aquilatado a partir de agora, quando muitos já pensam nas portas abertas do mercado de trabalho.

“Gosto de astronomia e física e meu sonho é fazer pesquisas na USP”, planeja o bicampeão de ouro Eric Silva Ferreira, 14 anos, aluno do 9º ano na Escola Municipal Isabel Figueiroa Bréferi, em Praia Grande, que também tem um bronze da OBMEP na coleção. Inspirado desde cedo pelo pai sobre conhecimentos do funcionamento da Terra, Eric diz que assim que entrou na escola confirmou seu gosto pelas ciências exatas.

Também de Praia Grande e igualmente com duas medalhas de ouro, uma de prata e outra de bronze na trajetória estudantil, Matheus Santana Luiz, da Escola Municipal Franco Montoro, pretende seguir carreira pelas ciências da computação ou física. Com 15 anos de idade, Matheus tem no avô sua grande referência. “Ele não pôde estudar, mas me transmitiu valores sobre a importância dos estudos. Desde meus seis anos ele me passa coisas diferentes do que aprendia na escola”, diz Matheus, que conheceu a Olimpíada de Matemática no 6º ano e, assim que passou na 1ª fase, não parou mais de estudar e pesquisar a vida de outros medalhistas.

Dividir 35 por 3 

A partilha dos 35 camelos entre três filhos, do livro “O homem que calculava”, de Malba Tahan, é o grande desafio que o professor Diego Willian Ferreira gosta de lançar em sala de aula para mostrar aos alunos como a vida é cheia de matemática e atitudes reflexivas. “Me indique uma profissão que dispensa cálculo”, sugere, e ele mesmo responde: “Em direito, que é essencialmente área de humanas, se não soubermos onde está a vírgula e o enunciado de um parágrafo – e isso é tabela – a interpretação de uma lei pode ficar errada. O GPS que todo mundo usa no celular vem de um satélite que funciona com equação de 2º grau”, exemplifica.

OBMEP2017WellingtonPrata.jpg
Wellington com a mãe Josefa, Eric, Matheus e prof. Diego: campões
Wellington (com a mãe Josefa), Eric e Matheus: gostos pelos números desde criançasProf. Diego: matemática está no cotidiano da vidaUm dos professores premiados na OBMEP de 2016, Diego Ferreira leciona em Capão Bonito, no Vale do Ribeira de São Paulo, e conquista as salas de aula assim, colocando a matemática no dia a dia da criançada. Nesta edição viu dois de seus alunos subirem ao palco para receber medalhas, uma de ouro e outra de prata. Hoje com 30 anos de idade, a primeira aspiração do professor Diego quando jovem era ser piloto de caça, mas entrou em uma licenciatura e percebeu que era muito bom de cálculos. “Consigo muito descontos nas compras à vista porque chego rápido ao preço final antes que o vendedor pegue a máquina de calcular”, brinca ele.

 

Cerca de 1.500 pessoas lotaram o Centro de Formação de Profissionais da Educação "Ruth Cardoso" (CENFORPE), em São Bernardo, para a cerimônia de premiação da 12ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP 2016). O evento reuniu alunos, professores de ensino fundamental e médio, familiares e convidados. Nacionalmente, dos mais de 18,2 milhões de alunos que participaram da já considerada maior disputa do gênero no mundo, 6.502 ganharam medalhas de ouro, prata e bronze, além de 42.482 estudantes que receberam menções honrosas. Mais de 53,2 mil escolas brasileiras participaram da edição 2016, públicas e particulares (estas, pela primeira vez desde a criação da OBMEP, em 2005).

Iniciação científica

A condução do evento foi da professora Débora Bezerra, coordenadora do curso de Matemática da Metodista, que elogiou e incentivou os estudantes a prosseguirem nos conhecimentos. “Acreditamos que o maior prêmio de um vencedor da OBMEP é o Programa de Iniciação Científica que efetivamente introduz os mais talentosos ao mundo da descoberta e da linguagem da ciência, abrindo-lhes um futuro que permita ingressar nas carreiras científicas e tecnológicas”, disse ela na saudação dos homenageados, acrescentando:

“Outro programa que gostaríamos de destacar é o PICME - Programa de Iniciação Científica e Mestrado, que garante aos alunos medalhistas a oportunidade de concorrer, assim que ingressarem em cursos superiores em qualquer instituição no País, a bolsas de Iniciação Científica. Caso queiram continuar seus estudos realizando um Mestrado, quando forem aceitos em um programa de pós-graduação na área de Matemática, já têm garantida uma bolsa de estudo”.

Quatro vezes medalha de prata somando a edição de 2016 e um bronze, Wellington Batista de Aquino, 17 anos, é um dos que não desistirão de perseguir a conquista máxima do ouro e está em contagem regressiva para participar da edição 2017 da OBMEP, dia 16 de setembro. Sempre com apoio da mãe Josefa, que mais uma vez prestigiou a solenidade, Wellington quer ser economista e já tem uma grande aliada: a dedicação. “Desde que consegui menção honrosa em 2011, não parei mais de estudar”, diz o hoje aluno do 3º ano do Ensino Médio da Escola Oswaldo Cardin, de Diadema.

Nas três regiões com premiação coordenada pela Metodista no Estado de São Paulo (SP8, SP7 e SP4) foram homenageados 511 alunos, 45 professores e 14 escolas. Professores Carlos Santi e Nicanor Lopes, diretores da Escola de Engenharias e TI e da Escola de Comunicação, Educação e Humanidades da Metodista, também participaram da cerimônia no CENFORPE.

A OBMEP é um evento do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e do Ministério de Educação, realizado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática, tem como objetivo maior descobrir jovens talentos nas escolas e oferecer-lhes oportunidades de crescer e desenvolver as aptidões matemáticas, fundamentais para a educação de cientistas e engenheiros necessários para o progresso do País.

Veja aqui as fotos da 12ª Olimpíada Brasileira de Matemática.

Comunicar erros


Leia mais notícias sobre: , , , , , ,

DEBORA BEZERRA - COORDENADORA
Débora Bezerra
Veja o minicurrículo

 

 matem├бtica.jpg

Receba informações de oferecimento sobre esse curso: