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11ª Olimpíada Brasileira da Matemática premia 398 alunos em São Paulo

Cerimônia no Cenforpe foi conduzida pela Metodista e também condecorou 38 professores e 14 escolas

05/09/2016 18h29

Foto Stylus Digital

Na maioria das vezes guiados pelas mãos dos professores de matemática, 398 jovens que desafiaram os limites do conhecimento e da dedicação foram premiados em 28 de agosto último na 11ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, regiões 4 e 8 do Estado de São Paulo. Com organização e cerimonial conduzido pela Universidade Metodista de São Paulo, mais de mil pessoas acompanharam o evento, considerado o maior do mundo em sua modalidade.

A premiação referiu-se à edição de 2015, que somou 17.839.424 inscritos no Brasil, dos quais 3.340.982 em São Paulo. Em número de escolas participantes, foram 47.474, das quais 5.945 paulistas. Essa grande adesão também foi condecorada: 38 professores e 14 instituições de ensino foram igualmente homenageados nas regiões SP04 e SP08 por terem incentivado alunos com talento para a matemática.

“Considero a OBMEP um projeto de sucesso que estamos todos nós construindo para uma educação melhor nas escolas públicas”, assinalou professora Débora Bezerra, coordenadora do curso de Matemática da Metodista e hostess da festa, que foi sediada no Cenforpe (Centro de Formação de Profissionais da Educação), em São Bernardo.

Números e números     

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Nicholas, Willian, Guilherme e Welther com a mãe Aparecida
  

 

 

Guilherme Quirino, 15 anos, da ETEC Vasco Antonio Venchiarutti de Jundiaí, foi um dos medalhistas de ouro da 11ª OBMEP e já trazia no currículo um bronze em 2013. O professor foi sua grande referência. “Desde os 11 anos me dedico a estudar matemática, mas tenho facilidade pelos números desde criança. O professor que me ajudou no início acabou saindo, por isso continuei estudando por conta própria”, disse ele, que também faz curso de informática e não tem clara ainda a carreira a seguir.

Nicholas Gobetti Oshiro, de 16 anos, da ETEC de Itanhaém, levou sua segunda medalha de bronze na OBMEP, na qual já havia conquistado menção honrosa. Seu gosto pelos números o faz pensar em enveredar pelo ramo da pesquisa científica, já que também é medalhista de bronze na Olimpíada de Física e bronze e ouro na Olimpíada de Astronomia.

Amante de games, Willian de Paula Costa, 14 anos, levou prata na 11ª OBMEP, mas já é medalhista na própria EE Oswaldo Massei de São Caetano, além da Olimpíada paulista. “Tenho facilidade em assimilar números”, afirma, fazendo coro a Welther Constantino Moraes, 16 anos, de Itu, medalhista de ouro em 2015, menção honrosa em 2014 e bronze em 2013. “Ele aprendeu a ler aos 4 anos e desde criança brincava de tabuada com os irmãos mais velhos”, explica a orgulhosa mãe, Aparecida Constantino Moraes.

Bolsa científica

“A OBMEP mantém o clima de uma avaliação saudável. Cada estudante é colocado diante de problemas que estimulam o raciocínio lógico, criatividade e gosto pela matemática. Isso revela que, mesmo abstrata e muitas vezes considerada como difícil e repetitiva, a matemática é uma ciência bastante interessante”, define professora Débora Bezerra, que na premiação contou com os professores Carlos Eduardo Santi, coordenador da Escola de Engenharias, Tecnologia e Informação da Metodista, e Pedro Luiz Aparecido Malagutti, da UFSCar, representando a coordenação geral da OBMEP.

Criada em 2005, a OBMEP é um evento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e do Ministério da Educação, realizado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática. O objetivo é descobrir jovens talentos nas escolas públicas e oferecer-lhes oportunidades de crescer e desenvolver as aptidões matemáticas, fundamentais à educação de cientistas e engenheiros necessários para o progresso do País, como destacou professora Débora no discurso de abertura.

“Acreditamos que o maior prêmio de um vencedor da OBMEP é o Programa de Iniciação Científica, que efetivamente introduz os mais talentosos ao mundo da descoberta e da linguagem da ciência, abrindo-lhes um futuro que permita ingressar nas carreiras científicas e tecnológicas”, incentivou a docente da Metodista, ao destacar também o PICME (Programa de Iniciação Científica e Mestrado). Este garante aos medalhistas oportunidade de concorrer, assim que ingressarem em cursos superiores, a bolsas de iniciação científica. Caso queiram continuar os estudos realizando um mestrado, quando os premiados forem aceitos em um programa de pós-graduação na área de matemática, já têm garantida uma bolsa de estudo.

A festa foi animada pela Banda Fatho, de um ex-aluno do curso de Engenharia da Computação da Metodista. Entre os momentos de emoção, o da professora premiada Marcia Aparecida Hoschette, da Escola Estadual Celso Gama de Santo André, resume a importância do evento: ela se aposentou ao final de 2015 e disse que o prêmio foi a coroação de todo seu trabalho docente durante mais de 25 anos.

Veja aqui as fotos da cerimônia.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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