Ferramentas Pessoais

Você está aqui: Página Inicial / Matemática / Escolas e professores precisam assumir a cultura digital, aconselha autor de livros didáticos

Escolas e professores precisam assumir a cultura digital, aconselha autor de livros didáticos

Aficcionado por tecnologia, Joamir de Souza abriu 4º Encontro de Professores de Matemática na Metodista

23/05/2016 18h10 - última modificação 23/05/2016 18h11

Autor de livros impressos, Joamir de Souza é aficcionado por computação

A tecnologia e o computador, que lançaram o mundo numa espiral de modernidade e inovação, ainda são uma grande dor de cabeça na educação básica brasileira. Usar ou não ferramentas tecnológicas em sala de aula para crianças em plena alfabetização ou jovens em formação?

“Para nós professores, mudou todo um processo. Para as crianças, não. A tecnologia é algo muito natural”, responde Joamir Roberto de Souza, ninguém menos que consagrado autor de livros didáticos e formulador das obras da FTD Editora, que abriu o 4º Encontro de Professores de Matemática na Universidade Metodista de São Paulo sábado último, 21 de maio. Segundo o autor, é preciso acabar com o ponto de interrogação “usar ou não usar?” e se apropriar da tecnologia para benefício da aprendizagem, pois as novas gerações já nascem digitais.

“Criança ama tecnologia. Prefere ficar em casa jogando videogame a vir para a aula, porque não há nada além de giz e lousa. Escola e professores precisam se atualizar. Quantos de nós, adultos e veteranos, usamos Excel? No entanto, não aprendemos a usar planilhas eletrônicas na sala de aula da nossa época”, apontou. Ele próprio um aficionado por tecnologia, professor Joamir citou estatísticas segundo as quais 51,4% dos brasileiros tinham computador em casa em 2014, número que salta para 80% se incluídos tablets e smartphones.

Informática vai ser lei

Além dessa realidade física eletrônica, a Base Curricular Comum do Ministério da Educação estabelece as culturas digitais e computação de uso pedagógico como um dos temas acadêmicos para compreensão e atuação no mundo. As ferramentas digitais estão entre os objetivos do capítulo da Aprendizagem em Matemática nas Bases Curriculares. “Significa que o trabalho da informática na escola vai se tornar lei”, avisou aos mais de 300 professores reunidos na Metodista para sua palestra sobre “Uso da Tecnologia no Ensino da Matemática”

Não se trata de reaprender conteúdo, mas de mudar a metodologia de ensino, orienta Joamir de Souza aos professores mais reticentes. Vídeos educacionais, roteiros, fórmulas e desenhos geométricos são ensinados de forma mais fácil com ajuda da computação, testemunha ele, que na 2ª edição da coleção FTD já incluiu uma sessão sobre planilhas eletrônicas e na 3ª e atual edição dedica capítulo inteiro para o 9º ano do ensino fundamental sobre medidas de armazenamento em informática – bit, bites, gigabites etc.

A falta de internet banda larga e de laboratórios de informática, uma realidade de grande parte das escolas públicas brasileiras, não é desculpa para o professor desistir da tecnologia como auxiliar das aulas. Basta ter um software já pronto ou programa previamente baixado da web (e a maioria é gratuita, como o geogebra) e conectar o computador do professor a um projetor. Foi essa realidade que Joamir Souza encontrou no interior do Ceará e que trouxe como exemplo de enfrentamento de adversidades. A maioria dos softwares trabalha off-line.

Estratégia complementar   

MatematicaEncontroProfsMai2016JoamirSouza1.jpg
Joamir fez dinâmicas com aulas de geometria (Fotos Malu Marcoccia)

O autor de livros didáticos deixou claro que a tecnologia deve ser estratégia de ensino complementar ao livro em texto. A novidade deve estar no contexto abordado, como por exemplo ensinar geometria de forma dinâmica com as várias simulações feitas por softwares específicos do tema. Por fim, ele deixou três orientações aos docentes resistentes: assumir a cultura digital dominante no mundo atual, capacitar-se (professor Joamir disse que aprendeu sozinho) e experimentar. “Mesmo que erre na primeira ou segunda tentativa. Logo vocês vão se familiarizar”, convidou.

O 4º Encontro de Professores de Matemática estendeu-se durante todo o sábado com várias oficinas interativas, jogos e palestras para contribuir com a prática docente. A palestra do professor Joamir de Souza foi seguida de uma Mostra de Jogos Matemáticos.

Na parte da parte, houve mesa redonda sobre “A Olímpiada da Matemática e Sua Contribuição para o Ensino da Matemática” e foram montadas oficinas diversas sobre Barras de Napier, Cálculo do MMC com Material de Cuisenaire, Fórmula do Cumprimento da Circunferência, Buscando a Área do Círculo, Desvendando os Ângulos de um Triângulo, Multiplicação com Palitos, Uso de Dobradura no Ensino de Geometria, O Jogo da Senha no Ensino do Cálculo Probabilístico, entre outros.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
Conheça Outras.

Comunicar erros


Leia mais notícias sobre: , , , , ,

DEBORA BEZERRA - COORDENADORA
Débora Bezerra
Veja o minicurrículo

 

 matem├бtica.jpg

Receba informações de oferecimento sobre esse curso:

Acesso Restrito

Portal do Aluno / Docente
Portal CAPES
INFORMAÇÕES DO CURSO
Grau: Licenciatura
Duração: 4 anos

Modalidade presencial:
Reconhecimento: Portaria Nº 768 de 29/06/95
Campus: Rudge Ramos
Mensalidade - 1º semestre de 2017: R$416,00, para pagamento até o dia 6 de cada mês, por meio do programa de desconto. O valor da mensalidade sem o desconto é de R$ 462,22.
Horário de aula: Noite – 19h30 às 23h

Modalidade a distância:
Polos de Apoio Presencial: Confira aqui
Mensalidade: Confira aqui

Aula nos polos de apoio presencial:  Sábado, das 8h20 às 11h50.


Avaliação do MEC
CC: 3