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Comunicação corporativa não tem modelo padrão, aponta especialista

Doutorando da Metodista faz palestra sobre novo cenário profissional e de empresas

23/05/2019 19h25 - última modificação 23/05/2019 19h24

Doutorando da Metodista, Rafael Gonçalves falou sobre novo cenário profissional e de empresas (Fotos Malu Marcoccia)

Comunicação corporativa é um processo muito particular. Cada empresa tem perfil próprio, o que exige soluções individuais. “Não é porque uma empresa bomba no LinkedIn que precisa fazer posts no Instagram, principalmente se não tiver conteúdo relevante para expor”, entende Rafael Gonçalves, analista de Comunicação Corporativa na Volkswagen Finances Service, que falou a alunos de Marketing, Logística e Recursos Humanos da Universidade Metodista de São Paulo sobre Comunicação Empresarial na noite de 22 de maio, no campus Vergueiro.

Doutorando em Comunicação Social na Metodista, Rafael destacou o perfil multitarefa do jornalista, relações públicas ou agente de marketing na atual era tecnológica, assim como as novas posturas das empresas. Exemplificou com o avanço das redes sociais e a instantaneidade da informação, o que exige respostas rápidas da comunicação empresarial.

“Se a corporação não fala, alguém falará por ela”, apontou o especialista sobre o fenômeno da informação em tempo real circulando em sites, blogs e redes sociais, que exigem posicionamento sobretudo se forem depreciativas à empresa.

Mestre em Comunicação e Inovação e também pós-graduado em Assessoria e Planejamento, Rafael Gonçalves quebrou alguns mitos do setor, como o de que todos são stakeholders, ou seja, públicos estratégicos que têm interesse na empresa e merecem investimento em comunicação integrada. “O presidente é diferente da criança atendida pelo projeto social da empresa, assim como o funcionário é diferente do cliente. Não dá para colocar todos no mesmo patamar de linguagem”, acredita.

Cobrança equivocada

Também definiu as empresas como todas iguais, “apenas paredes”. O que as diferenciam são pessoas e os relacionamentos entre elas, que se estabelecem justamente pela comunicação. “Não existe o melhor modelo de comunicação. Só precisa ser bem administrada, para oferecer agilidade e clareza”, pontuou.

Ele apontou também as cobranças equivocadas ao Departamento de Comunicação, exemplificando com um site onde clientes não conseguem acessar ou imprimir boletos – assunto exclusivo de TI. Disparar emails de RH, comprar e sortear brindes, bater fotos de café de manhã também não seriam tarefas da comunicação quando vista como setor estratégico para a valorização da marca e construção de relacionamentos com imprensa, públicos interno e externo, além de canal de divulgação comercial.

Rafael Gonçalves indicou ainda que comunicação não faz milagres se uma corporação não corresponde em sua missão social, relacionamento com clientes e valorização do público interno. “Não adianta fazer adesivos de que o principal ativo da empresa são seus funcionários e cortar o orçamento do ar-condicionado, da qualidade do papel higiênico e não dispensar do trabalho quando há falta de luz no bairro”, enumerou.

 

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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