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Marca não é só logotipo, mas um valor para o cliente, ensina especialista

Ex-aluno da Metodista e hoje executivo na Fiesp e Abimaq falou em evento do Marketing EAD

30/05/2016 20h30 - última modificação 30/05/2016 20h27

Klaus Muller é ex-aluno da Metodista e hoje executivo na Fiesp e Abimaq

A fabricante de caminhões Volvo adotou relacionamento com clientes pelo qual o veículo é pago pela movimentação em deslocamentos. A montadora sueca cuida da manutenção ou da reposição, obviamente, porque não quer ver o veículo parado, ou seja, sua venda não é propriamente de caminhões, mas de quilômetros rodados. Isso se chama pensar na visão do cliente.

Já a fabricante de perfumes Boticário, pensando em inovar no Dia dos Namorados de 2015, estruturou campanha sobre personagens do mesmo sexo com a intenção de valorizar as relações homoafetivas. A resposta de boa parte do público foi de desaprovação, como mostrou a timeline da marca no facebook. Isso se chama desconhecer o mercado e o perfil do público alvo.

“Inovação não é necessariamente ruptura. Tem que medir que há grupos conservadores”, afirma Klaus Curt Muller, diretor de Relações Internacionais da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas) e da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo), sobre como avaliações equivocadas podem jogar para baixo o prestígio das marcas. Até mesmo fornecedores de matéria-prima devem passar por rigoroso controle, sob pena de qualquer interrupção comprometer o fluxo de abastecimento de um produto nas prateleiras.

“Por trás de uma marca há vários fatores, mas alguns básicos são conhecer em primeiro lugar o consumidor, o mercado e os concorrentes, para encontrar um diferencial. Depois, é fundamental estabelecer a política de preços e canais de distribuição. Pioneirismo e inovação também são importantes, assim como as características do produto ou serviço que podem reforçar a marca, como fez a Volvo”, sugeriu Klaus Muller, ex-aluno da Universidade Metodista de São Paulo, que falou sobre “Branding: Construção Estratégica da Marca” dia 24 último a convite do curso de Marketing EAD.

Venda de valor

Uma marca feita só de logotipo não se sustenta, disse o especialista, que coloca no alto das prioridades de uma empresa mudar o foco de “atuar em conformidade” para “gerenciar o valor do cliente”. Segundo Klaus Muller, é dessa forma que se cria a “venda de valor” de uma marca. Essa venda está relacionada não ao lucro, mas em entender quais as necessidades do cliente e revertê-las – aí sim – para venda de produtos.

“Quantas empresas de internet não têm lucro, mas são famosas?”, apontou, reforçando a tese de que uma empresa não existe apenas para gerar lucro e sim ter valor (ser reconhecida pelo consumidor), como forma de tornar perene.

Além do planejamento estratégico necessário a qualquer corporação que queira se posicionar bem no mercado e evitar riscos, Klaus Muller lembrou de outros dois quesitos para o gerenciamento de marcas: identidade corporativa e imagem corporativa. No primeiro caso, é preciso conhecer o DNA da empresa, entender o que ela realmente é. “Não dá para ter 25 marcas e nenhuma identidade corporativa”, pontuou. Já imagem corporativa significa como a empresa é reconhecida pelo público, e isso se faz com um conjunto de significados positivos (ou não) que associados a ela.

Klaus Muller graduou-se na Metodista em Administração de Empresas com ênfase em Comércio Exterior e fez MBA pela FIA-USP. É gerente de Projeto da Brazil Machinery Solutions e falou em evento do curso de Marketing a distância comemorativo aos 10 anos da EAD Metodista neste 2016.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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