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Escolas investem pouco em educação digital, segundo aluna de Gestão de Mídias Digitais

Maria Estela Galvão pesquisou projetos educacionais para combater fake news

07/03/2018 14h30 - última modificação 13/03/2018 18h58

Quantas notícias falsas você já recebeu hoje nos grupos do WhatsApp? E quantas viu em redes sociais, como Facebook e Twitter? Se a resposta for ‘nenhuma’, é bem possível que você não saiba diferenciar uma notícia verdadeira de uma falsa, pois de acordo com publicação do portal The Economist, conteúdos com verdadeiras e falsas informações são compartilhados em mesma proporção no Facebook.

Esse e outros dados sobre os hábitos dos jovens na internet, fake news e a educação digital foram reunidos pela jornalista Maria Estela Della Casa Galvão, 44, em seu trabalho de conclusão de curso (TCC) da especialização em Gestão de Mídias Digitais EAD da Universidade Metodista de São Paulo. A quantidade de notícias falsas encontradas pela profissional em suas redes sociais e o comportamento dos jovens na internet a motivaram a questionar em seu artigo o que as escolas da Baixada Santista fazem para ajudar os jovens a utilizar a internet de forma segura.

Escolas estão preparadas para a educação digital?

“As escolas têm papel formador de senso crítico, de orientar, de alertar, provocar discussões, atrair o jovem para um contexto onde o aprendizado envolva experiências do dia a dia, atividades práticas, discussões em sala de aula sobre as novidades, os perigos, as tendências, o certo e errado na internet. Vejo como um processo natural de evolução desse papel, acompanhando a própria evolução da sociedade, cada vez mais digital”, declara.

No entanto, por meio de pesquisa com escolas das nove cidades da Baixada Santista, a profissional identificou a deficiência desse tipo de projeto em escolas públicas e particulares. Das 14 instituições de ensino particulares questionadas, oito não desenvolvem projeto para educação digital, somente ações eventuais. Dentre as escolas públicas, os números são ainda piores: a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo informou que nas 120 escolas não há nenhum trabalho voltado à orientação digital. No âmbito municipal, somente quatro instituições realizam atividades de discussão sobre internet, mas sem foco em fake news.

“Penso que falta incentivo, conscientização, real noção do quanto elas mesmas [escolas] podem ajudar, e faltam professores capacitados para lidar com o tema com seus alunos. Falta dinheiro, sim, política pública, mas adotar discussões permanentes, avaliações, até, atividades curriculares voltadas para a educação digital é algo que pode ser feito, pelo menos na rede particular, com bem mais facilidade”, comenta.

Diálogo necessário

Além disso, a jornalista ressalta que a sociedade, como um todo, precisa dialogar sobre o bom uso da internet por meio de conversas entre familiares e ações de empresas, mídia e organizações. “A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), por exemplo, tem uma campanha sobre educação digital, e chegou a desenvolver até uma cartilha sobre isso. Na redação onde trabalho, outro bom exemplo. Um colega meu, jornalista, criou um curso na internet para orientar quanto à prática do bom jornalismo, com alertas sobre como identificar uma notícia falsa. A imprensa também tem seu papel, de, antes de pensar no furo e nos cliques, pensar se o que está veiculando em poucos minutos foi bem apurado”.

Por meio da constante atualização e diálogo, profissionais se preparam para lidar com essas novas demandas da sociedade. Durante o curso de especialização na Metodista, Maria Estela compreendeu melhor essa nova realidade. “Ganhei noções amplas do mundo digital que podem me ajudar e muito. Entender melhor a relação entre comercial e redação, entendi, na visão de uma cliente, as dificuldades e a importância da profissionalização das agências digitais”, conclui.

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