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Websérie de formandos de Jornalismo discute índices de violência no Brasil

“Terror Urbano” tem cinco episódios com entrevistas, dados históricos e debates sobre homicídios no País

18/04/2017 13h55 - última modificação 18/04/2017 13h53

Violência, porte de armas, pena de morte e brutalidade policial são temas polêmicos, muitas vezes discutidos de forma rasa, sem conhecimento. Em busca de esclarecer mitos e discutir temáticas vistas como tabu pela sociedade, alunos de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo produziram a websérie “Terror Urbano”. Em cinco episódios, com cerca de meia hora de duração cada, os estudantes conversaram com policiais, representantes de organizações que lutam pela paz, manifestantes, autoridades, profissionais de comunicação e advogados para compreender a realidade da violência no País.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 475 mil pessoas são assassinadas por ano no Brasil, sendo a 11ª maior taxa de homicídios do mundo. “Nossa intenção foi mostrar como um país que não vive uma Guerra Civil, como a Síria, mata tanto quanto”, diz Alysson Rodrigues Feitosa, de 23 anos. “Tráfico de Armas” e “Polícias” são nomes de alguns dos episódios, com entrevistas que foram realizadas em diversas cidades do País. Os alunos produziram boa parte do material audiovisual, mas também utilizaram acervo de banco de imagens para traçar um histórico da violência no Brasil e origens da brutalidade policial.

“Esse é um tema que não tem público alvo específico: a todos interessa e deve sempre interessar. A violência está tão enraizada no dia a dia das pessoas que alguns jornais na televisão só abordam esse tema. A conclusão, e possível solução, para o problema é muito vaga, já que nosso país sempre errou na segurança pública. Nos preocupamos em alertar o público de coisas que nem sempre a mídia mostra”, diz Stephanie Iaussoghi, de 25 anos.

banca_terror_urbanoPara os jornalistas, a população fica impotente diante deste cenário. “O brasileiro médio não protesta. Sai para trabalhar todo dia sem saber se voltará para casa, e continua vivendo normalmente, como se estivesse tudo normal no País - quando não pede mais da mesma solução que já não vem dando certo há pelo menos 30 anos. A dissonância cognitiva do brasileiro é a primeira coisa que tem que ser tratada para que se possa ter um debate sério sobre segurança pública”, declara Renan Fagalde Alvarenga da Silva, 28 anos.

Além de trabalhar com tema de relevância, os alunos tiveram a oportunidade de desenvolver e gerenciar um grande projeto. Viajaram, entrevistaram muitas pessoas, pesquisaram a fundo o tema e aprenderam novas linguagens. “Aprendemos muito da área técnica de audiovisual, muito de planejamento de projeto - 1 hora gasta com atenção no planejamento são 10 horas salvas na produção -, e muito de gerenciamento de ambição”, completa Fagalde.

Confira o primeiro episódio da websérie:

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