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TCC de estudantes de Jornalismo valoriza futebol feminino

“Elas em Campo” é o primeiro programa jornalístico totalmente voltado à modalidade

20/12/2016 17h40 - última modificação 20/12/2016 18h07

Com qual frequência você ouve falar sobre futebol feminino? Provavelmente, só fica sabendo a respeito do esporte na época dos Jogos Olímpicos, mas um grupo de alunos de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo quer mudar esse cenário e popularizar a modalidade.

Motivados pela defasagem da cobertura de esportes femininos na mídia, o grupo decidiu criar em seu trabalho de conclusão de curso o “Elas em Campo”, o primeiro programa jornalístico de rádio sobre futebol feminino do Brasil. O “Elas em Campo” ouve especialistas sobre o cenário brasileiro, abordando histórico e conquistas da modalidade, fugindo de tratamentos machistas e estereotipados.

“Nós achamos que passou da hora de tratar do futebol feminino e sair da parte física, de falar que a mulher é musa, por exemplo. A abordagem da mídia sobre o esporte feminino é totalmente diferente dos esportes masculinos. Quando falam sobre o masculino, discutem rendimento, quando falam do feminino comentam atributos físicos”, explica Natália Santana.   

O intuito é mudar, também, a maneira como a maioria das pessoas enxerga a categoria. “Acho que não entendem porque comparam com o masculino. A técnica do jogo é a mesma, mas fisicamente não podemos comparar. As pessoas que não acompanham acham que é um jogo feio, mas é porque não conhecem de perto”, diz.

A escassez de informações é grande também no meio acadêmico. Jéssica Marques conta que foi difícil encontrar trabalhos científicos, pesquisas e livros acadêmicos sobre futebol feminino: “a gente pesquisou nas bibliotecas nacionais e internacionais, pela internet, e não encontramos material. Até conversamos com especialistas que apontaram que é um reflexo da falta de espaço no mercado de trabalho para a mulher”. 

O preconceito, segundo Jéssica, não existe apenas no esporte, mas em todos os espaços e profissões geralmente ocupados por homens. No entanto, com a observação do mercado e da mídia, o grupo notou que o programa seria viável, pois "existem muitas pessoas que jogam, que acompanham e gostam da modalidade, há uma demanda".

Além dos aprendizados de pesquisa e do fazer jornalístico, Jéssica ressalta que o TCC foi bom para aprender mais sobre o futebol e sobre a história do esporte. "Eu não sou muito fã, mas aprendi bastante sobre a modalidade, coisas básicas como regras e aprendi, por exemplo, que o futebol feminino foi proibido durante a Ditadura, aqui e em outros países. A gente acha que o preconceito é velado, mas já aconteceu de forma explícita", relata a estudante.  

Orientados pelo professor Sérgio Santos, os alunos pretendem dar continuidade ao programa. "Nossa ideia é continuar, primeiro pela paixão, segundo pelo espaço que o esporte merece e terceiro porque recebemos um retorno muito positivo, muitas pessoas estão gostando. Quando apresentamos na banca para a professora Eloiza Frederico e Roberta Nina, do site Dibradoras, recebemos o feedback de que é um projeto com muito futuro", declara Natália. 

Produzido por Giovanna Frugis, Greyce Bazotti, Jessica Marques, Natália Santana, Rafael Madjarof e Vinícius Claro, o programa tem 55 minutos de duração e está disponível em forma de podcast. Ouça na íntegra abaixo:

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