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Jornalista formada pela Metodista é nova diretora de Comunicação Corporativa da Oracle

Da turma de 2005, Carol Silvestre tem passagens por Santander, Mercedes e Samsung

10/09/2018 19h50 - última modificação 19/09/2018 15h25

Carol Silvestre elogia as atividades práticas do curso e que a ajudaram na base da barreira (Foto Álbum Pessoal)

Faz apenas 13 anos que Ana Carolina Silvestre despediu-se da turma de Jornalismo da Metodista e lançou-se no mercado corporativo da comunicação. Desde então, e em meio a muitas revoluções tecnológicas como a internet e as ondas avassaladoras das redes sociais, foi uma mudança e tanto na carreira.

Do estágio no 1º de Maio Futebol Clube, em Santo André, a passagens por empresas top de linha como Santander, Mercedes-Benz e Samsung, a dedicação sempre impulsionou a trajetória de Carol Silvestre, mas o destino reservou mais: ela acaba de ser contratada por outra estrela na constelação dos sonhos de qualquer profissional, a Oracle, como diretora de Comunicação Corporativa para a América Latina.

Aos 35 anos, Carol passou a ser responsável pelas estratégias e atividades de comunicação interna e externa da empresa de soluções em tecnologia ao lado de uma equipe com profissionais alocados no Brasil, México, Colômbia, Argentina e Chile. Terá apoio da agência de Relações Públicas Burson-Marsteller.

“Meu combustível vital é sentir-me útil. Estamos vivendo a 4ª Revolução Industrial, também nomeada por alguns estudiosos como a Idade Complexa. Nesse cenário, a tecnologia é cada vez mais fundamental e mais presente em tudo o que fazemos”, define a ex-aluna da Universidade Metodista de São Paulo sobre o novo desafio. Carol também formou-se em MBA em Gestão de Negócios Automotivos na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e atualmente  cursa MBA em Marketing pela ESPM. Possui especialização e extensão nas áreas de Inovação, Mídias Sociais e Liderança.

Acompanhe a entrevista que deu ao portal da Metodista:

Sua trajetória profissional é bem sólida para a idade. Qual sua expectativa com a nova experiência na Oracle?
R - Estou sempre em busca de novos desafios e de me desenvolver. Meu combustível vital é sentir-me útil. Por isso, aceitei o convite para liderar a equipe e as atividades de Comunicação da Oracle na América Latina. Trata-se de uma empresa muito sólida, tradicional, mas que, com certeza, ainda terá seus melhores dias por vir. Estamos vivendo a 4ª Revolução Industrial, também nomeada por alguns estudiosos como a Idade Complexa. Nesse cenário, a tecnologia é cada vez mais fundamental e presente em tudo o que fazemos.

Explique um pouco das novas funções.
R - A Oracle já participa do dia a dia de todo cidadão latino-americano, pois fornecemos sistemas e base de dados para os maiores bancos, para as principais redes sociais globais, para varejistas de todos os tamanhos, para governos nas áreas de saúde, educação, controle de tráfego, de enchentes etc. Enfim, estamos na vida de todos, mas talvez nem todo mundo nos conheça tão bem. E é exatamente por isso que topei sair de uma líder global de bens de consumo tecnológicos para trabalhar com a Oracle e tornar a empresa ainda mais conhecida, ajudando assim clientes de diversos setores e tamanhos e a sociedade a usufruírem da inovação.

O que você destacaria no curso de Jornalismo da Metodista que te ajudou na carreira?
R - Sou fã do aspecto prático do curso de Jornalismo da Metodista. As aulas com vivências reais e os diversos laboratórios são essenciais para a formação de um bom profissional.

Alguma passagem te marcou mais na faculdade?
R - Tenho excelentes memórias e um carinho grande por muitos professores e experiências vividas na Metô. Gosto muito da objetividade e da excelência textual do currículo, amei a disciplina de rádio-jornalismo e me tornei viciada em ouvir notícias no rádio. E nunca me esquecerei da experiência de idealizar e conceber uma revista do zero.

Você participou de seleção ou foi indicada para o novo cargo?
R - Me encontraram via LinkedIn. Tá vendo como a tecnologia é importante! rsrs...
Não estava em busca de um novo emprego. Estava satisfeita na minha posição anterior e tinha recebido, inclusive, uma promoção recente. Mas uma headhunter me convidou para uma conversa. Sou fã de conversas...Então não nego essas oportunidades. Achei bem interessante, até porque tenho amigos que já trabalhavam na Oracle e me contaram ótimas experiências. Além disso, eu manteria o escopo de responsabilidade América Latina, mas teria a oportunidade de conhecer uma nova cultura organizacional – ainda não tinha trabalhado para uma empresa americana. Também conheceria um outro setor empresarial, o de softwares e soluções em nuvem, com uma atuação B2B. Todo esse pacote me encantou!

Como é candidatar-se em uma multinacional?
R - Conquistar a vaga não foi simples. Meu processo de seleção levou quatro meses, participei de seis entrevistas em português, em inglês, com pares e com meus líderes, fiz testes psicotécnicos, e por fim, decidi fazer um case – que não me havia sido solicitado, mas que serviu para garantir a mim e aos recrutadores que, além do perfil para a vaga, eu tinha a solução e o conhecimento para apoiar a transformação que a Oracle está passando.

Fale um pouco de seu trabalho em outras empresas?
R - Tenho enorme orgulho de minha trajetória. Comecei a vida profissional como professora de inglês assim que voltei de intercâmbio no Canadá. Com nove meses de trabalho na Wise Up, fui promovida a coordenadora, responsabilidade de somei às aulas, pois sou apaixonada por lecionar. No 5º semestre da faculdade, senti necessidade de ter experiência prática em comunicação, então pedi demissão da escola e ingressei num estágio no Primeiro de Maio Futebol Clube, em Santo André. Trabalhei por cerca de seis meses; meu salário pagava apenas o estacionamento e o combustível. Foi bem complicado, principalmente por ter que mudar o padrão de vida e encarar meu orgulho, pois nesse período tive que pedir ajuda para meu pai arcar com a mensalidade da faculdade.

Mas felizmente, no início de 2005, fui aprovada no estágio da Mercedes-Benz do Brasil e lá trabalhei durante meu último ano de faculdade. Fiquei apaixonada pela Mercedes, e sabia que eu voltaria. Tentei até mesmo uma vaga como terceirizada na unidade de Juiz de Fora (MG), mas não foi possível.

Então, me inscrevi e fui aprovada no Programa de Trainee do Santander, onde trabalhei por dois anos. Foi uma grata experiência, principalmente por ter aprendido a importância de ter metas claras e trabalhar para alcançá-las. No início de 2008, voltando de férias, recebi ligação do meu antigo diretor da Mercedes-Benz, André Senador, e um convite para uma conversa. É claro que aceitei e com sorriso no rosto! A conversa se transformou em uma proposta de trabalho e regressei à Mercedes como analista de Comunicação Interna.

Resumindo a história, por lá fiquei durante seis anos e tive a oportunidade de aprender muito ao trabalhar com as mais diversas atividades do departamento de Comunicação Corporativa. Fui promovida a coordenadora de Relações Públicas e posteriormente a gerente de Relações com a Imprensa para Temas Corporativos e de Veículos Comerciais.

Atuar numa multinacional automotiva, para muitos, é o coroamento de uma carreira. Mas seu pique é incrível.
R - No fim de 2013, recebi proposta para trabalhar na Samsung por indicação de um ex-chefe, o Mário Laffitte. Fizemos um trabalho maravilhoso! Criamos a área de Comunicação da Samsung para América Latina, agregamos valor para o dia a dia de sete subsidiárias, responsáveis pelas operações da marca em mais de 20 países, criamos uma rede de trabalho, gerenciamos crises e fortalecemos imensamente a reputação da empresa em toda a região. Sou muito grata por tudo o que construímos por lá. Em julho de 2018 ingressei na Oracle e agora é hora de fazer um excelente trabalho por aqui também.

Na comunicação, sobretudo com o fenômeno da internet e das informações digitais em tempo real, são importantes outras formações profissionais como pós e MBA?
R - Conhecimento é essencial, não ocupa espaço e nunca é demais! Estou cursando meu segundo MBA e ainda quero fazer especialização no exterior. Fiz intercâmbio de estudos, quero – e super recomendo – fazer um intercâmbio profissional. Se Deus quiser, ainda vou trabalhar como expatriada por aí...

Sou rata de palestras, seminários, debates e workshops. Acredito que em nossa área muito se aprende por meio das vivências e exemplos de outros colegas e empresas. Mas, essencialmente, “se você tiver apenas uma moeda”, invista-a para ser fluente em inglês, posteriormente, no espanhol etc. Para quem trabalha com comunicação, falar – e bem – um segundo idioma é sine qua non. E leia muito!!!

Você mora no ABC? Constituiu família própria?
R - Sou batateira com orgulho! Morei por toda minha vida em São Bernardo, mas por conta do trânsito me mudei para São Paulo em maio deste ano. Sou solteira e vivo com a Santinha, uma vira-latas, “personal-trainer” de três anos. Tenho uma família grande e maravilhosa. Meus pais e irmãs moram em São Bernardo. Ao menos uma vez por semana, estou em Bernô. Minhas referências e muitas amizades estão na cidade.
Minha segunda mãe mora em Itupeva, Interior de São Paulo, onde também vivem meus irmãos mais novos. Sempre que viajo (e é sempre mesmo), minha mãe cuida da Santi para mim. Estamos frequentemente por lá também.

A era digital trouxe muitas transformações no jornalismo. Como vê a profissão?
R- Apesar das crises e das recentes dificuldades do jornalismo no Brasil e no mundo, sou muito otimista e apoio quem escolhe cursar e trabalhar a área. Não é escolha fácil e dificilmente o profissional de comunicação padrão ficará milionário trabalhando de forma correta e honesta. Mas sempre haverá mercado para comunicação.

Comunicar é necessidade primordial do ser humano – em algumas situações é até mesmo uma dificuldade. Mesmo com as novas tecnologias, todos os tipos e tamanhos de empresas sempre precisarão contar com bons profissionais de comunicação, seja para levar mensagens aos funcionários para fazer as coisas acontecerem, seja para vender ideias e produtos aos consumidores finais ou ainda para atrair mais acionistas e investidores.

No entanto, sim, é preciso modernizar e comunicar para as necessidades que temos hoje e com o olhar no futuro. Muitos modelos tradicionais estão se defasando rapidamente, por isso temos sempre que nos colocar no papel de nossos “leitores” e nos perguntar se o tom, a mensagem e o canal estão apropriados. Nosso papel sempre será o de evitar qualquer ruído de comunicação.

Esta matéria foi publicada no Jornal da Metodista.
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EDUARDO GROSSI- COORDENADOR

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