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Jornalismo profissional é antídoto contra boatos de redes sociais, diz editor da Folha

Executivo expôs nova linha editorial e disse que mais do que nunca jornalismo está valorizado

17/05/2017 19h50 - última modificação 17/05/2017 20h00

Poucas vezes como agora o jornalismo profissional encontra excelente oportunidade para ser valorizado. Numa época em que redes sociais disseminam boatos e notícias falsas, assim como bloggers e youtubers se multiplicam com versões unilaterais de fatos, produzir relatos fiéis aos acontecimentos tornou-se espécie de joia da coroa na área da comunicação. 

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Prof. Rodolfo mediou debate com editor Uriá Machado

“As redes sociais surgiram para intercâmbio de ideias e informações, mas na prática têm servido para alimentar inverdades e sectarismos, movidos por humanos ou por robôs com algoritmos que buscam audiência”, citou o jornalista Uirá Machado, da Folha de São Paulo, que apresentou o novo projeto editorial do jornal a alunos da Universidade Metodista na noite de 16 de maio último. Segundo afirmou, a nova postura editorial da Folha vem na esteira de combater a explosão de desinformações, fake-news, rumores e ações de intolerância propiciadas pelo advento da internet.

“Notícia falsa não é novidade. Desde Gutemberg (inventor da imprensa moderna) há tentativa de difamar terceiros. A novidade de hoje é a velocidade com que isso ocorre”, citou, ao elencar os três pilares da reforma que a Folha de São Paulo lançou em abril: afirmação do jornalismo profissional, combate à notícia falsa pela confirmação da veracidade antes da publicação, além da pluralidade de pautas e articulistas como contraponto à intolerância. Segundo definiu, o jornal continuará demandado como referência de qualidade e verdade em contraponto ao que circula nas redes sociais.

Multijornalista

Editor do caderno Ilustríssima e coordenador da nova edição do Manual da Redação da Folha de S. Paulo, Uirá Machado concorda que a plataforma digital elevou a carga de tarefas do jornalista, que passou a ser responsável não só pela apuração e produção da notícia, mas por sua publicação e divulgação.

“A versão impressa do jornal é a versão referência do último ciclo de determinada notícia, enquanto a plataforma digital se renova no decorrer do dia. Por isso o jornalista não encerra. Tem que completar a informação, corrigir e alavancar sua notícia”, descreveu, entendendo nisso o resgate do “jornalista abnegado e romântico” de anos atrás.

Mesmo numa era de informações percorrendo o mundo em tempo real, o executivo da Folha acha possível obter furos (matéria exclusiva) por meio de reportagens mais aprofundadas, que superem em qualidade “o furo digital” do post imediato. Citou como exemplo recente notícia em que o jornal antecipou o ganhador da licitação de publicidade do Banco do Brasil. “Dá mais trabalho, é mais lento, mas ainda há espaço para o furo”, disse.

Por se diferenciar da notícia-commodity e buscar aprofundamento da informação, o jornal impresso é mais caro e enfrenta séria concorrência dos meios digitais. A Folha, conforme Uirá Machado, buscou distinguir-se com a nova reforma editorial praticando um jornalismo que vai além da prestação de serviço e das duas versões para um fato. Chama isso de “conteúdos inspiradores” e de “reportagens conclusivas”, que não se limitam a um dos lados e seu contraditório, mas que indicam prós e contras das soluções apontadas para problemas. “Isso deixa o leitor mais seguro”, pontuou o editor.

Sobre o chamado conteúdo patrocinado, isto é, custeado pela fonte da informação, Uirá afirmou que a Folha não se furtou a essa realidade, desde que seja assegurada a independência jornalística de sua elaboração e a identidade com a linha editorial. Exemplificou com matéria especial feita sobre o desmatamento da Amazônia e patrocinada por uma ONG.

Uirá Machado foi recebido pelo coordenador do curso de Jornalismo da Metodista, professor Rodolfo Martino, que mediou os debates após a exposição. Mais informações sobre o novo projeto editorial Folha, clique em https://goo.gl/l22HN7

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