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Inteligência artificial muda o jornalismo, mas humanidade ainda é fundamental

Para o palestrante Marcelo Moura, softwares dão conta de atividades repetitivas e possibilitam mais tempo para criatividade

17/10/2018 13h10 - última modificação 18/10/2018 20h54

O quê? Quem? Quando? Onde? Como? E por quê? – As perguntas que caracterizam o lide jornalístico, hoje, já não precisam de pessoas para respondê-las. Alguns softwares são capazes de produzir notícias simples, como o acontecimento recente de um terremoto, por exemplo, em menos de três minutos.

Diante dessa realidade, como fica a atuação dos profissionais de jornalismo? Para refletir sobre essa questão, o editor das revistas Época Negócios e Pequenas Empresas – Grandes Negócios, Marcelo Moura, ministrou a palestra "Aplicações da inteligência artificial no trabalho intelectual das redações jornalísticas" na série de eventos Metô XP, promovida pela Universidade Metodista de São Paulo.

“Vemos, hoje, a substituição do trabalho intelectual. Os robôs e softwares de inteligência artificial não são complementares ao ser humano, eles substituem nossa capacidade. O que resta para nós agora que essas máquinas fazem nosso trabalho mais rápido e melhor?”, questionou Moura.

Apesar de assustar, essa tendência deve ser encarada de frente pelos profissionais e estudantes e, até mesmo, ser vista como uma vantagem, segundo o jornalista. “Eu perco mais tempo transcrevendo minhas entrevistas do que entrevistando. A automação pode dar conta desses trabalhos que ninguém quer fazer, trabalhos pesados, chatos”, disse.

Dessa forma, sobra tempo aos profissionais para trabalharem em temas mais interessantes, pautas aprofundadas, projetos criativos. “A longo prazo, daqui uns 20 anos, isso pode se complicar, mas vocês têm tempo de se preparar para isso. Não se preocupem apenas em conseguir um diploma, busquem saber no que vocês são bons”, encorajou Moura.

Para ele, estar atento às novidades, saber para onde a tecnologia está caminhando e continuar buscando informações é a única forma de sobreviver a um mercado em mudança. Além disso, cita que as máquinas ainda dependem da supervisão de seres humanos e relembrou do caso do robô recrutador da Amazon, que foi descontinuado recentemente por reproduzir estereótipos machistas.

“Nós, como generalistas, pessoas curiosas, seremos muito importantes por fiscalizar e treinar esses robôs. Problemas como esse não serão resolvidos numa tacada só, talvez nunca sejam resolvidos”, destacou. Outra questão importante é a humanidade: empatia, sensibilidade, calor humano são indispensáveis em muitas profissões, tornando os seres humanos insubstituíveis.

Confira mais eventos do Metô XP.

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